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Gigantes globais impulsionam BDRs na B3

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Gigantes globais impulsionam BDRs na B3

Os chamados BDRs (Brazilian Depositary Receipts) têm ganhado força na B3, impulsionados pelo interesse de investidores em empresas globais de grande porte.

O exemplo mais recente foi a estreia das ações da SpaceX, que dispararam na bolsa brasileira, movimentando cerca de 150 milhões de reais em um único dia de negociações.

Para explicar esse movimento e o cenário atual desse mercado, Bianca Maria, gerente de Produtos de Equities da B3, detalhou o funcionamento e a crescente relevância do produto.

“Uma BDR nada mais é do que um recibo de uma ação que é negociada em bolsas estrangeiras”, explicou. Segundo ela, o produto permite ao investidor acessar empresas listadas fora do Brasil em reais, por meio do próprio home broker, sem a necessidade de remessa de dinheiro ao exterior, abertura de conta em corretora estrangeira ou pagamento de IOF.

Mais de 800 opções e volume 40% maior

Atualmente, a B3 oferece mais de 800 opções de ações de outros países negociadas via BDRs. O volume diário já alcança cerca de R$ 1,3 bilhões, valor 40% superior ao registrado no ano anterior.

“Isso só mostra como é importante essa diversificação internacional“, afirmou Bianca.

Entre os papéis com maior demanda estão Google, NVIDIA e Tesla, além da SpaceX. No segmento de empresas brasileiras listadas no exterior, os BDRs de Nubank, XP, Mercado Livre e JBS também figuram entre os mais procurados.

Perfil dos investidores

O mercado de BDRs reúne hoje quase um milhão de investidores. Do volume financeiro total negociado, 60% é proveniente de não residentes, 20% de investidores institucionais locais e cerca de 18% de pessoas físicas.

Bianca destacou que os investidores estrangeiros utilizam os BDRs para estratégias de hedge e arbitragem, o que explica sua participação expressiva mesmo tendo acesso direto aos mercados de origem.

“Mesmo tendo essa possibilidade lá fora, a gente vê sim um papel relevante do não residente na negociação das BDRs”, disse.

Vale destacar que os BDRs só foram liberados para o varejo — ou seja, para pessoas físicas que não sejam investidores qualificados — a partir de 2020, por decisão da CVM.

Apesar de ser um produto relativamente recente, em cinco ou seis anos a pessoa física já representa quase 20% do volume total negociado.

Para Bianca, os BDRs funcionam como um complemento às ações listadas na B3, e não como concorrentes.

“Se você quer investir em ações de setores que representam mais a economia brasileira, você tem as ações listadas aqui na B3. Mas imagina o mundo inteiro, o tanto de teses, o tanto de setores que a gente tem distribuídos ao redor dos países”, concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.