O jogo entre a Seleção Brasileira e Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, abre um impasse para Lucas Pinheiro Braathen, atleta do esqui alpino que conquistou a histórica medalha de ouro para o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno em Milão-Cortina.
Nascido em Oslo, capitão norueguesa, Lucas tem dupla nacionalidade. Mesmo assim, ele garante que torcerá pelo time de Ancelotti.
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1 de 14Lucas Pinheiro, principal nome do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 • Rafael Bello/COB
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2 de 14Lucas Pinheiro Braathen durante treino de esqui • Rafael Bello/COB
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3 de 14Lucas Pinheiro, principal nome do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 • Divulgação/COB
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4 de 14Lucas Pinheiro, principal nome do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 • Agencezoom/FIS
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5 de 14Lucas Pinheiro, principal nome do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 • Rafael Bello/COB
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6 de 14Lucas Pinheiro, principal nome do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 • Divulgação/Lucas Pinheiro
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7 de 14Lucas Pinheiro, principal nome do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 • Reprodução / COB
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8 de 14Lucas Pinheiro, principal nome do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 • Divulgação/Lucas Pinheiro Braathen
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9 de 14Lucas Pinheiro Braathen, porta-bandeira do Brasil, caminhando com a delegação dentro do San Siro durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 • Matthias Hangst/Getty Images
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10 de 14Lucas Pinheiro carrega a bandeira do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno • Gabriel Heusi/COB
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11 de 14Lucas Pinheiro Braathen, porta-bandeira do Brasil, caminhando com a delegação dentro do San Siro durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 • Gabriel Heusi/COB
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12 de 14Lucas Pinheiro, principal nome do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 • Jonne Roriz/COB
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13 de 14Lucas Pinheiro, principal nome do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 • Jonne Roriz/COB
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14 de 14Lucas Pinheiro, principal nome do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 • Jonne Roriz/COB
“Fico feliz em ver a Noruega em uma Copa do Mundo depois de 28 anos sem jogar, mas meu coração é verde e amarelo no domingo. Eu escolhi ser brasileiro. O Brasil representa minhas raízes, minha família e uma parte essencial da minha identidade”, disse Lucas Pinheiro em entrevista à GQ Brasil.
“Mesmo tendo seguido outro caminho no esporte, meu amor pelo esporte nasceu com futebol, eu sempre admirei o que o futebol representa para o povo brasileiro. E essa sensação e amor intenso pelo esporte, eu sempre quis trazer para os esportes de inverno. Hoje, representar o Brasil no esqui também me faz sentir parte dessa história e dessa paixão que os brasileiros têm pelo esporte”, completou o atleta.
Perguntado sobre um placar para o jogo, o atleta do esqui alpino preferiu não se arriscar, mas palpitou no classificado: “Vai dar Brasil”.

Da rua de São Paulo às montanhas da Europa
Filho de mãe brasileira e pai norueguês, Lucas Pinheiro Braathen nasceu em Oslo, mas cresceu dividido entre a Noruega e o interior de São Paulo, onde vive boa parte da família materna. A conexão com o Brasil nunca foi protocolar.
“Eu cresci meu amor pelo esporte aqui no Brasil, jogando futebol na rua de São Paulo”, contou à reportagem em entrevista concedida à CNN em maio de 2024. “Essa é a minha relação com o esporte.”
As referências vieram do futebol. Ronaldinho, Ronaldo, Neymar. Não eram apenas ídolos técnicos. Eram personagens que, segundo ele, contavam histórias maiores do que títulos.
“Eu queria escrever uma história maior do que o esporte que eu praticava. Sempre vai surgir um novo esquiador da Noruega. Mas não é sempre que surge um esquiador do Brasil.”
De campeão pela Noruega à escolha pelo Brasil
Antes de trocar de bandeira, Lucas já era um dos grandes nomes do circuito mundial. Campeão da Copa do Mundo de slalom na temporada 2022-23, acumulou vitórias e pódios representando a Noruega, uma das maiores potências do esqui alpino.
Em 2023, anunciou aposentadoria precoce após divergências com a federação norueguesa envolvendo autonomia e direitos de imagem. Meses depois, surpreendeu ao voltar ao circuito defendendo o Brasil.
A decisão foi estratégica e simbólica. Estratégica porque encontrou mais liberdade para conduzir a própria carreira. Simbólica porque enxergou a chance de abrir um novo caminho.
“Eu queria falar uma coisa que tem uma importância maior do que só resultados. Trazer 200 milhões de pessoas para o esporte de inverno é importante. Eu quero ser uma inspiração. Não importa de onde você é. Não existem limitações, só oportunidades.”
A mudança dividiu opiniões na Noruega. Parte do público lamentou. Outra parte reconheceu a coragem. No Brasil, a recepção foi imediata e calorosa, ainda que acanhada pela baixa popularidade da modalidade no país.
A bandeira no peito e o peso da história
O Brasil nunca havia conquistado uma medalha em Jogos Olímpicos de Inverno. A melhor campanha do país até hoje esteve longe do pódio. Lucas sabia que carregava um peso histórico, mas não fugiu da responsabilidade.
“Eu não voltei para esse esporte para participar. Eu adoro o gosto do ouro.”
Em fevereiro de 2026, enquanto o cronômetro correu e a neve voava, o país tropical aprendeu a torcer por curvas em alta velocidade montanha abaixo. E, se depender de Lucas Pinheiro Braathen, o frio nunca se pareceu tanto com o calor brasileiro.
Conheça Lucas Pinheiro, medalhista que conquistou o ouro para o Brasil

