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Goleiros da Austrália não sabiam da troca para pênaltis contra Egito

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Goleiros da Austrália não sabiam da troca para pênaltis contra Egito

Patrick Beach e Mathew Ryan, goleiros da Austrália, não sabiam que haveria uma troca no gol da seleção para a disputa de pênaltis contra o Egito pela Copa do Mundo. Os australianos perderam por 4 a 2 nas penalidades, enquanto os egípcios avançaram para as oitavas de final.

Aos 29 minutos da prorrogação, Beach foi substituído por Ryan. A partida estava 1 a 1, tudo indicava que haveria disputa por pênaltis. Em entrevista na zona mista do AT&T Stadium, Ryan falou que só soube da possibilidade de entrar quase no intervalo do tempo extra.

“Não tenho certeza (qual era a estratégia). Quando entramos na prorrogação, eu e o outro goleiro (Paul Izzo) fomos orientados a nos manter aquecidos. Pouco antes do intervalo, me disseram que, se não fôssemos fazer mais substituições, iriam me colocar”, relatou Ryan.

“Me preparei, claro, como se fosse jogar ou como se fosse entrar naquele cenário. Infelizmente, dói, porque não fui capaz de produzir para mim, para meus companheiros de equipe e para o país. Doer seria eufemismo”, desabafou.

Na repescagem da Copa do Mundo de 2022, Ryan era o titular e foi substituído pelo então técnico Graham Arnold para a entrada de Andrew Redmayne. Na ocasião, a Austrália venceu a disputa contra o Peru por 5 a 4.

Em Copas do Mundo, isso não acontecia desde 2014, quando Louis van Gaal trocou Jasper Cillessen por Tim Krul, nas quartas de final contra a Costa Rica. Os holandeses venceram os pênaltis por 4 a 3.

“Não tenho certeza (qual foi a discussão). Você tem de falar com os treinadores sobre isso. Eu descobri ao mesmo tempo que vocês”, confessou o titular Patrick Beach. “Havia um plano que foi colocado em prática. Não era para sabermos. Nosso trabalho é apenas focar no jogo e no que está acontecendo no momento”, avaliou.

Beach foi quem garantiu que o jogo fosse para a prorrogação com uma bela defesa no fim do tempo normal. Ele ainda salvou chutes durante o tempo extra. “Eu adoraria estar na disputa de pênaltis, mas, como eu disse, essa é a decisão que o chefe tomou. Eu o respeito e respeito essa decisão”, concluiu.

Antes das cobranças, os jogadores do Egito analisaram pênaltis batidos contra Mathew Ryan. Um deles foi flagrado pelas câmeras de transmissão do jogo. Era uma batida de Kylian Mbappé, pelo Real Madrid, contra o Levante, clube de Ryan.

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