A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (2) mostra que a maioria dos eleitores acredita que o vídeo publicado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), no qual expõe o desentendimento com o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), enfraquece a campanha dele.
Entre os entrevistados que assistiram ao vídeo, 64,1% afirmaram que o episódio prejudica a candidatura de Flávio, enquanto 9,2% avaliam que o fortalece. Outros 22,4% disseram que o conteúdo não tem impacto na campanha.
O levantamento também indica que 55,4% dos entrevistados consideram importante o apoio de Michelle para que Flávio consiga vencer as eleições. Outros 16,3% classificaram esse apoio como pouco importante, 16,3% disseram que ele é pouco importante, 11,7% que não importa e 16,6% não souberam responder.
Questionados sobre a motivação da publicação do vídeo, 38,6% dos entrevistados avaliaram que Michelle pretende sinalizar o desejo de disputar a Presidência no lugar de Flávio. Para 28,5%, o objetivo foi apenas expor divergências políticas e pessoais com o senador.
Outros 22,3% acreditam que a ex-primeira-dama busca ampliar sua influência política dentro do PL (Partido Liberal), enquanto 10,7% não souberam opinar.
Crise na família Bolsonaro
A crise ganhou dimensão após a ex-primeira-dama publicar um vídeo em que relatou desentendimentos com o enteado e afirmou ter sido desrespeitada durante discussões sobre decisões políticas do PL. Segundo ela, Flávio a tratou de forma ríspida e disse que ela deveria ficar de fora das definições do partido. A divergência teria como pano de fundo disputas por articulações regionais e pelo espaço de influência dentro da sigla.
Após a divulgação do vídeo, Flávio pediu desculpas e disse que não teve a intenção de ofender Michelle. Segundo o pré-candidato, “divergências de estratégia não significam divergências de princípios”.
“Em nenhum momento eu ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se, em algum momento, fiz isso, mais uma vez peço desculpas”, disse Flávio em vídeo publicado nas redes sociais na última quinta-feira (25).
Metodologia
Foram ouvidas 4.999 pessoas em todo o país entre os dias 26 e 30 de junho. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%.
A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04582/2026.

