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Peça-chave do fornecimento de fuzis para o TCP no Complexo da Maré é preso

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Peça-chave do fornecimento de fuzis para o TCP no Complexo da Maré é preso

Um homem apontado como operador-chave da produção e fornecimento de fuzis para o TCP (Terceiro Comando Puro) no Complexo do Maré, na zona Norte do Rio de Janeiro, foi preso na tarde desta terça-feira (30) pela Polícia Federal.

Clayton Come Ribeiro foi alvo de mandado de prisão preventiva na segunda fase da Operação Forja, realizada por agentes da Delegacia de Repressão a Drogas (DRE), do Comando de Operações Táticas (COT) e do Grupo de Pronta Intervenção (GPI). Ele estava foragido da primeira etapa da operação.

O traficante chefiava a estrutura logística de fornecimento de armas e munições para a facção criminosa. A CNN Brasil apurou que ele é apontado como homem de confiança de Alexandre Ramos do Nascimento, “o Pescador”, um dos chefes do TCP, e planejava a criação de uma fábrica clandestina de fuzis na Maré.

“Pescador”, de 37 anos, está foragido e assumiu o cargo de liderança do tráfico no Complexo da Maré após a morte do “TH do Maré” em operação do Bope em 2025. Ele possui uma extensa ficha criminal e é descrito como “apadrinhado” por Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, liderança máxima do TCP.

Clayton já havia sido alvo de investigações em outros estados pelo envolvimento na operação de fábricas clandestinas de fuzis, o que evidencia a dimensão nacional de sua rede de fornecimento de armamentos, segundo a PF. Ele é suspeitos dos crimes de organização criminosa majorada, fabricação ilegal de arma de fogo de uso restrito, comércio ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro.

As investigações apontam que o traficante está ligado às fábricas desmanteladas em Minas Gerais e Campinas, no interior de São Paulo, durante a primeira fase da operação, realizada em outubro de 2025.

As imagens abaixo mostram tanto o local de produção ilegal de armamento pesado no território paulista, quanto uma apreensão de dezenas de fuzis, ambos ligados a Clayton. Veja:

Apreensão de fuzis no Rio de Janeiro ligada a Clayton • Reprodução

Operação Forja

Além da prisão de Clayton, foram cumpridos outro mandado de prisão preventiva e mais cinco de busca e apreensão na Maré nesta terça.

O alvo de prisão preventiva, que foi encontrado e detido, estava foragido pelo crime de tentativa de homicídio qualificado, além de também estar vinculado ao TCP, que impõe domínio estruturado sobre diversas áreas do Complexo da Maré, por meio de intimidação, controle de acessos e supressão de direitos fundamentais da população local.

Durante os mandados de busca e apreensão, um alvo foi preso em flagrante suspeito de auxiliar Clayton na tentativa de escapar da Justiça. Ele vai responder por favorecimento pessoal e organização criminosa majorada.

Segundo a Polícia Federal, a conduta de imposição de domínio social estruturado é tratada como circunstância agravante e elemento caracterizador da majorante de atuação em área dominada por organização criminosa.

A ação de hoje se insere no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela PF que visa desarticular organizações criminosas atuantes no estado do Rio de Janeiro, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) na ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”.

Os presos e os materiais apreendidos foram encaminhados à Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro para adoção das medidas de polícia judiciária, lavratura do auto de prisão em flagrante e registro formal da cadeia de custódia. Após os procedimentos, os presos serão encaminhados ao sistema prisional do estado, onde permanecerão à disposição da Justiça.

A CNN Brasil tenta contato com a defesa de Clayton para um posicionamento. O espaço está aberto.