O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, reagiu nesta quarta-feira (1º) às medidas anunciadas pelos Estados Unidos envolvendo organizações criminosas. “A soberania precisa ser respeitada”, afirmou o ministro durante coletiva de imprensa após a inauguração do ENA (Escritório Nacional Antifacção), em São Paulo.
Segundo o ministro, eventuais decisões tomadas pelo governo norte-americano produzem efeitos apenas em território americano e não alteram a estratégia brasileira.
Wellington acrescentou que o Brasil continuará aperfeiçoando seus próprios mecanismos de enfrentamento ao crime organizado, ressaltando que as ações desenvolvidas pelo país são coordenadas entre as diferentes forças de segurança.
A declaração foi feita durante a cerimônia de inauguração do ENA, estrutura criada pelo Ministério da Justiça para ampliar a integração entre União, estados e municípios no combate às organizações criminosas, com foco na asfixia financeira das facções.
Durante o evento, o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, afirmou que o escritório representa a materialização de uma estratégia voltada para atingir as lideranças e os financiadores das organizações criminosas.
“Mais do que simbólico, é a materialização do esforço desenvolvido na asfixia financeira e no enfrentamento do andar de cima. Essas pessoas que estão articulando e se beneficiando estão em um nível muito acima do que imaginamos”, disse.
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Já o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Chico Lucas, afirmou que a estrutura já está em funcionamento e que o principal foco do escritório será atingir financeiramente as facções criminosas.
“Já estamos funcionais, com as estações de trabalho funcionando. O principal eixo é a asfixia financeira”, afirmou.
Segundo o Ministério da Justiça, um novo Escritório Nacional Antifacção será inaugurado no Rio de Janeiro na próxima sexta-feira (3). O governo federal também anunciou que 138 presídios em todo o país terão seus protocolos de segurança elevados para um padrão semelhante ao adotado nas penitenciárias federais.
Durante o evento, Wellington César Lima e Silva também destacou que o enfrentamento ao crime organizado depende da atuação conjunta das forças de segurança. Segundo ele, a integração entre os diferentes órgãos permitiu ampliar significativamente as operações de inteligência e repressão.
“Sem os estados e os municípios não se faz segurança pública”, afirmou o ministro.
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