O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, alertou que Teerã lançaria uma “resposta poderosa e imediata” a qualquer ataque israelense e reiterou as exigências para que os Estados Unidos contenham seu aliado.
Araghchi afirmou que os termos do memorando de entendimento mediado pelo Paquistão — que visa traçar um caminho para um acordo de longo prazo entre Teerã e Washington — “são cristalinos e públicos para todos verem”.
“O presidente Donald Trump comprometeu os EUA a amordaçar seus animais de estimação em Tel Aviv”, publicou Araghchi no X. “Se eles ignorarem seu mestre, o Irã lhes dará uma lição. Qualquer ameaça contra nosso povo e nossa liderança receberá uma resposta poderosa e imediata”, disse ele.
Suas declarações ocorreram depois que o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, alertou que o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, estava “marcado para morrer”, em comentários divulgados pela agência de notícias israelense Ynet na segunda-feira (29).
A CNN entrou em contato com o gabinete de Katz para obter comentários.
Khamenei não é visto em público desde que assumiu o cargo no início de março, após o assassinato de seu pai, Ali Khamenei, em um ataque israelense no final de fevereiro. Na ocasião, Katz publicou no X que “qualquer líder nomeado” por Teerã “para continuar liderando o plano de destruir Israel, ameaçar os EUA, o mundo livre e os países da região, e oprimir o povo iraniano, será um alvo inequívoco para eliminação”.
Khamenei tem se comunicado principalmente por meio de declarações lidas por âncoras na emissora estatal IRIB (Islamic Republic of Iran Broadcasting) desde que assumiu o cargo, e relatos sugerem que ele ficou ferido no bombardeio que matou seu pai.
No entanto, as autoridades realizarão cerimônias fúnebres para Ali Khamenei de 4 a 9 de julho, em várias cidades do Irã e do Iraque. A importância desses eventos gerou especulações de que ele poderia fazer uma aparição pública.
Mohammad Bagher Ghalibaf: Veja quem lidera as negociações do Irã com os EUA

