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O que sabemos sobre a tentativa de homicídio contra tenente da Rota em SP

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
O que sabemos sobre a tentativa de homicídio contra tenente da Rota em SP

Tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) e irmão mais velho de Eloá Pimentel, Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, foi alvo de uma tentativa de execução no último sábado (20), em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.

Em boletim atualizado nesta segunda-feira (29), a corporação informou que Ronickson permanece internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), sedado, em ventilação mecânica e sob acompanhamento médico contínuo.

Embora o policial tenha apresentado melhora no edema cerebral após a realização de uma tomografia, seu estado de saúde ainda é considerado grave.

Dinâmica do crime

Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado durante uma tentativa de execução na manhã de sábado (27), na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.

De acordo com o apurado pela CNN Brasil, o tenente saía de uma academia quando foi surpreendido por dois rapazes em uma moto. Na ocasião, os suspeitos pararam a moto ao lado do oficial e efetuam os disparos.

Segundo as autoridades, Ronickson recebeu os primeiros socorros do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ainda no local e foi encaminhado a uma unidade hospitalar pelo helicóptero Águia do Grupamento Aéreo da PM.

Prisão dos suspeitos

Dois suspeitos de envolvimento na tentativa de execução do tentente foram presos na manhã deste domingo (28), em Guianases, na zona Leste de São Paulo.

Segundo a Polícia Militar, dois homens foram identificados, com idades de 52 e 40 anos, e levados ao DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa). A corporação afirmou que eles teriam dado apoio logístico e de transporte no atentado.

Um terceiro homem, de 24 anos, também esteve no DHPP para acompanhar o pai detido, mas não foi preso.

Entenda prisão de suspeitos na zona Leste de SP | CNN Brasil

As investigações apontam que os homens presos no domingo teriam prestado apoio à ação criminosa, de forma coordenada com os autores do crime, por meio de veículos que acompanharam a motocicleta usada no atentado antes e após os disparos.

Dois veículos que estavam com os presos foram apreendidos e passam por perícia do Instituto de Criminalística.

Planejamento prévio e possível ligação com o PCC

Para a polícia, a tentativa de assassinato contra o tenente foi premeditada pelos suspeitos.

À CNN Brasil, o major da Rota Marcos Verardino relatou que foram coletados elementos que apontam o planejamento prévio do atentado pelos envolvidos. Até o momento, as autoridades levantaram ao menos cinco possíveis suspeitos, sendo dois deles presos na manhã de domingo (28).

Além da premeditação, a polícia constatou que parte dos suspeitos seriam vinculados à maior facção criminosa do país, o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Não se sabe ainda, segundo a Polícia Militar, quem seriam os envolvidos com a organização e o que teria motivado o crime contra o oficial.

Leia também: Irmão de Eloá Pimentel, tenente da Rota sofre tentativa de homicídio em SP

Relembre o caso de Eloá Pimentel

Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos à época, foi sequestrada e morta pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, de 22, em outubro de 2008, na região de Santo André, em São Paulo.

O caso, transmitido em tempo real por diversos canais de televisão, teve 100 horas de negociações com a polícia, acompanhadas por depoimentos de vizinhos, especulações sobre as motivações do crime, tensão pelo desfecho e até entrevista com o próprio sequestrador.

Na época do crime, Lindemberg invadiu o apartamento da ex-namorada, que realizava trabalhos escolares com colegas. Inicialmente, dois reféns foram liberados, restando no apartamento Eloá e Nayara, amiga da vítima e uma das sobreviventes do caso.

Eloá foi mantida em cárcere com o criminoso por quatro dias. No último dia, agentes realizaram uma operação para invadir o apartamento. Após a invasão da polícia, Lindemberg fez três disparos: um deles atingiu o rosto de Nayara e outros dois atingiram a cabeça e a virilha de Eloá.

Crime ocorreu em 2008 • Divulgação / Netflix

O relacionamento dos dois iniciou-se quando Eloá tinha apenas 12 anos de idade. Segundo apurado na época dos fatos, a jovem havia terminado o relacionamento com Lindemberg, que não aceitou o fim.

Ele foi preso em flagrante após a invasão dos policiais na cena do crime, em 2008 e, posteriormente, foi condenado por 12 crimes, incluindo homicídio duplamente qualificado, tentativa de homicídio e cárcere privado.

A pena inicial foi de 98 anos e 10 meses de reclusão e reduzida para 39 anos e três meses em 2013.

Atualmente, ele cumpre pena na Penitenciária Dr. José Augusto Salgado, em Tremembé (SP), conhecida por abrigar “presos famosos”. E segundo a sua defesa, o detento tem um “comportamento exemplar”, estudando e trabalhando desde o momento em que foi preso.

Em março deste ano, o Ministério Público de São Paulo rejeitou o pedido de redução de pena de Lindemberg. Na decisão, o MP explicou que ele não atingiu a pontuação mínima exigida para que a participação na prova gere remição da pena.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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