Durante o anúncio do Plano Safra 2026/27, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo federal deve apresentar, em breve, a proposta de renegociação de dívidas rurais ao Congresso Nacional. Segundo ele, a medida já estaria em estágio avançado de negociação.
“Nos próximos dias nós iremos apresentar uma proposta já com o estado da arte das negociações para apresentar ao Congresso Nacional as renegociações de dívidas rurais, de modo que a gente siga nesse processo de quebra de recordes [do agro]”, disse o ministro.
Durigan afirmou no evento de anúncio do plano para a agricultura empresarial, que soma R$ 525,1 bilhões, que o plano como um todo deve ter volume total de R$ 610 bilhões para o ciclo 2026/27.
O ministro destacou a redução de taxas de juros em diferentes linhas do plano, afirmando que o governo tem “sensibilidade” a questões que afetam o produtor, como os efeitos da guerra no Oriente Médio para o aumento dos custos de produção. “Estamos concentrando esforços para ter taxas de custeio num patamar bem razoável para dar fôlego para o agricultor dadas as dificuldades e demandas atuais”, disse.
Ele também pontuou que o governo ampliou o limite de crédito de investimento equalizado de R$ 1 milhão para R$ 1,5 milhão e do limite de comercialização para cooperativas, em relação aos repasses para os cooperados, também de R$ 1 milhão para R$ 1,5 milhão.
Durigan também enfatizou o aumento do valor de investimento disponível no plano, sinalizando especialmente um desejo de crescimento da armazenagem.
Importância do setor
Durigan também afirmou que o desempenho do agronegócio tem sido positivo e destacou resultados recentes do setor. Ele acrescentou que o setor segue em crescimento mesmo após bases elevadas no ano anterior.
O ministro citou dados de desempenho econômico do setor no início de 2026. Segundo ele, o agronegócio registrou crescimento de 2% no primeiro trimestre em relação ao quarto trimestre de 2025, e de 0,7% na comparação com o primeiro trimestre de 2025. “Mesmo com o patamar alto do ano passado, seguimos crescendo”, afirmou.
Durigan também destacou a participação do setor na economia nacional, mencionando que a cadeia do agronegócio representa mais de 25% do PIB (Produto Interno Bruto) do país. Ele afirmou que é importante garantir estabilidade às políticas de financiamento rural, incluindo os planos safras subsequentes, e citou a necessidade de debate sobre temas como renegociação de dívidas e seguro rural.
O ministro ainda relacionou o desempenho do setor à abertura de mercados externos. Segundo ele, a participação das exportações ligadas à agricultura e à pecuária deve alcançar metade do total das exportações brasileiras. “Com a abertura de mercados, a maior parte para o agronegócio, é que vamos à participação da exportação da agricultura, da pecuária, batendo 50% das exportações totais do país”, disse.

