Se o México esperava poder contar com o ar rarefeito da Cidade do México como um aliado na Copa do Mundo, o sorteio das chaves trouxe o pior adversário possível para o Estádio Azteca.
Diante do Equador, a famosa vantagem geográfica dos donos da casa, a altitude, em tese, deixa de existir.
O time não poderá “cozinhar o jogo”, a 2.240 metros de altitude, na expectativa de que o time equatoriano canse. Isso porque o Equador está habituado a atuar em Quito, a mais de 2.800 metros.
Em altas altitudes o ar é mais rarefeito e para conseguir oferecer oxigênio para o cérebro, os vasos sanguíneos dilatam, o que pode provocar dor de cabeça, náusea, tontura e diminuição da performance, o que normalmente afeta o gás dos adversários no local.
Para conseguir oferecer oxigênio nesta situação, o organismo abre mão de alguns artifícios biológicos. Um deles são os vasos sanguíneos que dilatam para levar mais sangue e, consequentemente, oferecer o mesmo nível de oxigênio que o corpo pede. Mas nesta situação, quando há dilatação, a pressão intracraniana cresce, o que justifica sintomas como dores de cabeça.
A diferença pode ser notada a desembarcar de um avião em uma região com essa condição. A ver se, apesar do hábito, a seleção do Equador será afetada ou não por esse favor. Vale lembrar que o time não atuou nessa altitude durante toda a competição – na fase de grupos, disputou seus jogos nos Estados Unidos.
Altitude na Copa
A altitude já foi um assunto abordado em diversos momentos nesta edição da Copa do Mundo. Bruno Fernandes, de Portugal, já relatou uma conversa com Paulinho sobre a questão. “ele diz que a bola viaja mais rápido no Azteca”, disse, em entrevista coletiva.
Hugo Broos, técnico da África do Sul, já eliminada, também comentou como isso influenciou na preparação da seleção. “Por causa da altitude, tivemos que chegar antes. Tivemos 10 dias, e acredito que são suficientes”, disse, antes da estreia.
Aguirre comemora “decisão” em casa
Na fase 16-avos, quem perder está eliminado. Javier Aguirre, treinador do México, celebrou poder decidir a vaga nas oitavas de final diante de sua torcida.
“A grande diferença é nossa localidade. É nosso grande jogador número 12. Estamos conscientes de que estamos com um país por trás, e isso nos motiva demais. Te diria que estamos muito ilusionados com o que está por vir”, disse.
Se vencer o Equador, o México permanece jogando em seus domínios. As oitavas de final, contra Inglaterra ou Congo, acontecem no domingo (5), também no Estádio Azteca.
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