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Alckmin diz que acordo Mercosul-Japão pode impulsionar o agro

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Alckmin diz que acordo Mercosul-Japão pode impulsionar o agro

O presidente da República em exercício, o vice-presidente Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (30), durante o anúncio do Plano Safra empresarial, que a abertura de negociações de um acordo entre o Mercosul e o Japão pode ampliar oportunidades para o setor agropecuário brasileiro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa hoje de reunião no Paraguai, no âmbito do Mercosul, em que foram discutidas cotas de exportação entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai para mercados estrangeiros. 

Ele afirmou que o encontro também deve autorizar o início das negociações de um novo acordo comercial entre o bloco sul-americano e o Japão. De acordo com o vice-presidente, o possível acordo Mercosul-Japão “pode abrir muitas oportunidades para o cooperativismo e para o agro”, tanto na ampliação das exportações brasileiras para o mercado japonês quanto na importação de produtos daquele país.

No evento, Alckmin destacou ainda as diretrizes do Plano Safra empresarial, ressaltando o objetivo de ampliar o volume de recursos destinados ao financiamento do setor e reduzir taxas de juros. Ele mencionou o desempenho recente da agropecuária, que cresceu 11,7% no PIB (Produto Interno Bruto) em 2025, além do recorde de exportações do setor no mesmo período.

O vice-presidente também apontou o aumento dos investimentos em infraestrutura portuária, afirmando que houve crescimento de 467% em aportes públicos e privados na área, com impacto direto no escoamento da produção agroindustrial.

Além das tratativas com o Japão, Alckmin destacou outros acordos comerciais do Mercosul, incluindo a União Europeia, a EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio) e Singapura. Segundo ele, esses movimentos fazem parte de uma estratégia de ampliação do comércio exterior brasileiro.

Na área de insumos e energia, o vice-presidente destacou ainda a importância de políticas voltadas a fertilizantes e biocombustíveis, apontados como centrais para a competitividade do agronegócio.