Enquanto equipes de resgate continuam a vasculhar os escombros em busca de milhares de moradores desaparecidos, outras equipes de assistência voltam sua atenção para as necessidades de longo prazo da Venezuela após os terremotos.
“Também precisamos focar nas pessoas que perderam suas casas e estão indo para abrigos”, disse Beatriz Ochoa, chefe regional de defesa de direitos do Conselho Norueguês para Refugiados, à CNN.
Após visitar as áreas afetadas nesta segunda-feira (29), Ochoa disse que há um “grande apoio” de vizinhos, familiares e amigos, que estão levando refeições quentes para quem precisa. No entanto, o acesso a banheiros, chuveiros e suprimentos básicos é limitado.
Ela enfatizou a necessidade de locais mais seguros para dormir, além de alimentos, água, colchões, medicamentos e itens de higiene.
“As pessoas também precisam de privacidade”, disse Ochoa. “Nas próximas semanas e meses, as pessoas precisam ter acesso seguro e digno a água, instalações sanitárias, absorventes higiênicos para mulheres e meninas e assistência à saúde”, continuou ela.
E, embora as escolas estejam sendo usadas como abrigo de emergência, ela ressaltou que isso deve ser temporário, para permitir que as crianças retornem às aulas e recuperem a sensação de normalidade.

