O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, embarca, na manhã desta terça-feira (30), para Caracas, onde se reunirá com autoridades venezuelanas para reforçar o apoio do Brasil ao país após os terremotos que devastaram a região.
Segundo comunicado do governo federal, a aeronave KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) já realizou quatro voos humanitários para a Venezuela.
“Os militares levaram insumos, hospital de campanha, médicos e bombeiros. Desde o primeiro terremoto, foram repatriados 13 brasileiros nessa mesma aeronave“, informou a nota.
A primeira equipe brasileira foi enviada na sexta-feira (26), dois dias após os terremotos que provocaram o desabamento de edifícios em Caracas e em outras cidades venezuelanas.
O segundo voo decolou na manhã de sábado (27), levando um hospital de campanha e purificadores de água. Horas depois, uma terceira aeronave transportou kits de medicamentos e módulos complementares para a instalação da estrutura hospitalar.
O quarto voo partiu no domingo (28) com 35 bombeiros militares dos estados de São Paulo e Minas Gerais.
A estrutura mobilizada pelo Brasil reúne bombeiros militares, integrantes da Defesa Civil, equipes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), cães farejadores, hospital de campanha, purificadores de água, medicamentos e equipamentos de salvamento. A expectativa é que a missão humanitária dure ao menos 30 dias.
As equipes brasileiras já iniciaram as operações em território venezuelano e atuam principalmente no município de Vargas, no estado de La Guaira, uma das áreas mais atingidas pelos tremores. A missão é coordenada pelo diretor de Preparação e Socorro da Defesa Civil Nacional, Armin Braun.
Além da ajuda humanitária, o governo brasileiro repatriou 13 brasileiros que estavam de passagem pela Venezuela e procuraram, em caráter emergencial, a Embaixada do Brasil em Caracas.
Os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5, seguidos por cerca de 20 réplicas, atingiram a Venezuela na quarta-feira (24) e provocaram o desabamento de prédios em diferentes regiões do país.
Segundo as autoridades venezuelanas, ao menos 1.719 pessoas morreram. O número de vítimas pode aumentar à medida que avançam as operações de busca e salvamento. Outras 5.034 pessoas ficaram feridas e 15.866 estão desabrigadas.
Diante da gravidade da situação, a presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência nacional e solicitou apoio da comunidade internacional.
Além do Brasil, outros países também enviaram ajuda. Segundo o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, já chegaram ao país 2.624 integrantes de equipes de resgate e 137 cães farejadores.

