O presidente da Argentina, Javier Milei, e o senador e pré-candidato ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL) se encontraram nesta segunda-feira (29) em Buenos Aires, Argentina.
Uma foto dos dois políticos foi publicada na conta oficial do líder argentino.
“O presidente Javier Milei junto ao senador e candidato a presidente da República Federativa do Brasil, Flávio Bolsonaro”, diz a legenda da postagem. Durante a agenda na Argentina, o parlamentar brasileiro participou de uma conferência promovida pela Fundação Aliados de Israel.
Flávio Bolsonaro afirmou que, sob seu eventual governo, “o Brasil deixará de ser um vetor de instabilidade para tornar-se um vetor de paz e de aliança entre Israel e as nações amigas” da América do Sul. A declaração ocorreu durante discurso para a comunidade judaica de Buenos Aires na noite deste domingo (28).
Se eleito presidente, o senador disse que irá transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, além de restabelecer a representação diplomática brasileira no país com a nomeação de um novo embaixador.
“Em 2027, o Brasil não apenas voltará a ter embaixador em Israel, como dará o passo de transferir sua embaixada para a capital de Israel: Jerusalém. Mais do que isso. O Brasil deixará de ser um vetor de instabilidade para tornar-se um vetor de paz e de aliança entre Israel e as nações amigas da nossa região”, declarou.
A proposta de transferir a embaixada brasileira para Jerusalém é vista como um aceno ao eleitorado evangélico, que associam Jerusalém a passagens sobre a volta de Jesus Cristo.
Flávio também afirmou que pretende aderir aos chamados “Acordos de Isaac”, iniciativa apresentada como uma extensão dos Acordos de Abraão, e criticou a política externa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com ele, o atual governo “prefere o abraço do Irã” e teria prejudicado a relação diplomática entre Brasil e Israel.
O Brasil está sem embaixador em Israel desde maio de 2024, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou a saída definitiva do então representante diplomático brasileiro. A medida ocorreu após Lula ter sido declarado “persona non grata” pelo governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em fevereiro daquele ano.

