Uma estudante de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, conquistou uma vaga em uma universidade da Europa por meio do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
Ana Luiza, de 18 anos, é aluna do Elite Rede de Ensino, unidade de São João de Meriti, e foi aprovada para o curso de Direito na Universidade do Minho, em Portugal, uma das instituições mais prestigiadas do país.
Além de ser uma forma importante de se avaliar o ensino básico brasileiro, o Enem também serve para que brasileiros se candidatem a cursos no exterior e tenham uma formação acadêmica internacional.
“Direito sempre foi a faculdade que eu desejei, mesmo quando pequena, quando dizia que queria ser juíza. Esse continua sendo meu objetivo de vida”, conta.
As aulas começam em 14 de setembro e os pais de Ana Luísa resolveram se mudar com a filha para o país europeu.
Quem a incentivou a tentar uma graduação fora do Brasil foi o professor de redação do Elite, George Lucas, por meio de orientações sobre as possibilidades de carreira.

“Desde o início, Ana Luísa foi construindo sua evolução com muita dedicação e estratégia. Ela foi amadurecendo a escrita ao longo das aulas, sempre muito aberta às orientações e disposta a evoluir, o que fez toda diferença em sua preparação”, afirma George.
Um levantamento do Salão do Estudante feito em 2024 mostrou que mais de um terço dos estudantes considera cursar o ensino superior fora do país, refletindo uma tendência de internacionalização forte entre os jovens.
Países como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Irlanda e França já contam com instituições que consideram o desempenho no exame em seus processos seletivos.
Quem deseja se formar no exterior deve se atentar à pontuação no exame. Universidades internacionais costumam exigir médias a partir de 600 pontos, enquanto instituições mais competitivas podem pedir notas acima de 700 ou até 750, a depender do curso e do país.
O processo seletivo
Ana Luísa realizou a inscrição diretamente pelo portal da universidade portuguesa, submetendo o histórico escolar, diploma, passaporte e o NIF (número de identificação fiscal em Portugal, que pode ser substituído pelo CPF brasileiro no ato da candidatura).
O critério decisivo, contudo, foi o aproveitamento das notas obtidas nas disciplinas do Enem.
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