O Governo de São Paulo entrega nesta semana o primeiro trecho da Linha 6-Laranja do Metrô. Com a inauguração, a estação Água Branca, na zona Oeste da capital paulista, passa a ser a mais profunda em operação na América Latina, com 47,8 metros abaixo do nível da superfície.
O recorde era da estação Santa Cruz, na zona Sul, que atende as linhas 1-Azul e 5-Lilás e está localizada a 41,5 metros de profundidade. Segundo o governo estadual, a característica da nova estação está relacionada às condições geológicas da região e à necessidade de os túneis passarem sob o Rio Tietê e a linha 4-Amarela.
Quando a linha 6-Laranja estiver totalmente concluída, o próprio ramal passará a concentrar as estações mais profundas do continente. A futura estação Itaberaba-Hospital Vila Penteado, na zona Norte, terá mais de 65 metros de profundidade.
As estações da região central, Higienópolis-Mackenzie, com 64,86 metros, e Bela Vista, com 60,68 metros, também estarão entre as mais profundas da rede metroviária.
Operação assistida
O primeiro trecho em funcionamento contará com seis estações: João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Sesc-Pompeia e Perdizes.
Nesta fase inicial, a operação será assistida, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h, exceto feriados. Durante esse período, os passageiros poderão utilizar os trens gratuitamente. A integração com a Linha 7-Rubi da CPTM, na Estação Água Branca, seguirá com cobrança de tarifa.
Cada estação terá apenas um acesso aberto ao público. O serviço será realizado por dois trens operando no sistema *shuttle*, com uma composição em cada via, o que resultará em intervalos médios de 19 minutos entre as viagens.
Embora a Linha 6-Laranja tenha sido projetada para operar futuramente com condução automática, neste início os trens serão conduzidos por operadores.
Ligação entre Brasilândia e São Joaquim
A Linha 6-Laranja é uma PPP (parceria público-privada) estimada em R$ 19 bilhões e considerada pelo governo paulista a maior obra de infraestrutura de mobilidade urbana em execução na América Latina.
Com 15,3 quilômetros de extensão, o ramal vai ligar a Brasilândia, na zona norte da capital, à Estação São Joaquim, na região central. Ao longo do percurso, atenderá instituições de ensino como PUC-SP, FAAP, Mackenzie e UNIP, motivo pelo qual ficou conhecida como “Linha das Universidades”.
A previsão do governo é que, quando estiver integralmente em operação, a linha reduza o tempo de deslocamento entre os extremos do trajeto de cerca de 1h30 para aproximadamente 23 minutos, atendendo mais de 630 mil passageiros por dia.
Ainda em 2026, a expectativa é que as estações Brasilândia e Itaberaba-Hospital Vila Penteado também sejam entregues.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

