O Irã afirmou que a retirada total das forças israelenses do Líbano deve fazer parte de um acordo definitivo com os EUA, enquanto os combates continuam a colocar em risco o acordo provisório entre ambos os lados.
“A retirada dos ocupantes de todas as áreas libanesas ocupadas é necessária para alcançar um acordo definitivo e duradouro que estabeleça a estabilidade regional”, disse neste domingo (28) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, segundo a agência de notícias oficial iraniana IRNA.
O Irã também insistiu na implementação integral da primeira cláusula do memorando, o fim da guerra e das operações militares de Israel contra o Líbano, disse Baghaei.
O primeiro artigo do memorando de entendimento assinado no início deste mês prevê “o fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, inclusive no Líbano”.
O texto também afirma que “o acordo definitivo confirmará o fim permanente da guerra em todas as frentes, inclusive no Líbano”, mas não exige explicitamente a retirada das forças israelenses do sul do Líbano.
Também neste domingo, o principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou: “Nosso objetivo é acabar com a guerra no Líbano, permitir que as pessoas deslocadas retornem às suas casas, encerrar a ocupação e garantir a retirada do regime sionista do território libanês”.
“Estamos tratando dessa questão com determinação”, disse Ghalibaf a Nabih Berri, presidente do parlamento libanês e a autoridade xiita de mais alto escalão do país.
Israel tem se recusado a retirar suas tropas do sul do Líbano, citando a ameaça contínua que o Hezbollah — grupo apoiado pelo Irã — representa para as comunidades no norte de Israel.
Na sexta-feira (26), os governos de Israel e do Líbano concordaram com um processo pelo qual as LAF (Forças Armadas Libanesas) assumiriam gradualmente o controle de zonas no sul do Líbano.
Até o momento, as forças armadas libanesas não conseguiram obrigar o Hezbollah a se desarmar ou a retirar seus combatentes do sul do Líbano.

