Oito estudantes do Colégio Canadá, em Guarulhos, na Grande São Paulo, conquistaram uma vaga na fase internacional da SIMSO (Siam International Math and Science Olympics), uma das principais competições estudantis de matemática e ciências do mundo.
Os alunos Amanda Andrade Lima Cruz, Arthur Sousa Carlos de Oliveira, Denis Nery de Almeida, Felipe da Costa Lima, Lucas Zago Alves, Pedro de Andrade Neme, Rafael Peluso Beraldo e Roberto Miranda Squillaci Filho avançaram após conquistarem medalhas na etapa classificatória realizada no Brasil. A final presencial será disputada em Bangkok, na Tailândia, no início de agosto.
O colégio é o único grupo escolar brasileiro classificado para a etapa internacional deste ano. Além dos oito estudantes da instituição, apenas um outro brasileiro conquistou vaga de forma independente: Nicolas Vaz Domiciano de Paula Marcondes, aluno do Colégio dos Sagrados Corações, em Goiás, que integrará a comitiva brasileira durante a viagem.
Segundo a escola, os estudantes fazem parte de um clube de estudos voltado para olimpíadas científicas e foram inscritos pela própria instituição por meio do Centro Olímpico de Desenvolvimento Acadêmico e Cultural (CODAC), representante oficial da International Champions in Education (ICE) no Brasil.
O processo seletivo começou com provas aplicadas no próprio colégio. Cada estudante pode optar por disputar Matemática, Ciências ou ambas as áreas. As avaliações são individuais, compostas por 30 questões e realizadas em até 90 minutos. Depois de concluídas, as provas são enviadas para a Tailândia, onde são corrigidas pela equipe da ICE. Os medalhistas garantem vaga para a fase internacional.
Na etapa final, os estudantes enfrentarão uma nova prova, com grau de dificuldade mais elevado. Além da competição acadêmica, a programação inclui atividades de intercâmbio cultural, passeios turísticos e uma cerimônia de premiação, na qual serão distribuídas medalhas de ouro, prata e bronze. Os demais participantes receberão Medalha de Mérito.
LEIA TAMBÉM: Melhores do Enem poderão usar acelerador de partículas
A preparação dos estudantes acontece ao longo de todo o ano. “Os integrantes do clube de olimpíadas participam de encontros semanais de uma hora e meia, sempre às terças e quartas-feiras. Nas terças, estudam conteúdos de Matemática Olímpica, enquanto as quartas são dedicadas à resolução de provas de competições anteriores, incluindo edições passadas da própria SIMSO”, diz Lucas Calanca, professor responsável pelas olimpíadas científicas da instituição.
A instituição de ensino participa anualmente de competições internacionais e já levou estudantes para disputas realizadas nas Filipinas, Índia, México, Tailândia e Estados Unidos. A escola participará de outra olimpíada internacional na África do Sul, em outubro.
O que é a SIMSO?
A SIMSO é uma olimpíada internacional de Matemática e Ciências realizada anualmente na Tailândia. A competição reúne estudantes de diversos países e tem como objetivo estimular o raciocínio lógico, a resolução de problemas e o interesse pelas áreas científicas.
Organizada pela ICE (International Champions in Education), a SIMSO conta com a participação de alunos de dezenas de países, entre eles Brasil, Estados Unidos, China, Japão, Coreia do Sul, Austrália, França, Polônia e Singapura.
A competição é dividida em duas etapas: nacional e internacional. Para a fase nacional, a ICE conta com auxílio de representantes em cada um dos países parceiros. No Brasil, o representante oficial é a CODAC (Centro Olímpico de Desenvolvimento Acadêmico e Cultural). Nesta primeira fase, os estudantes realizam provas nos países de origem, no formato impresso ou on-line. Os medalhistas e melhores classificados conquistam vaga para a etapa internacional, disputada presencialmente em Bangkok, capital da Tailândia.
Na final internacional, os participantes enfrentam uma prova mais complexa, composta por 30 questões de múltipla escolha que exigem raciocínio avançado e aplicação prática dos conhecimentos de matemática e ciências. O exame tem duração de 90 minutos. Além da avaliação acadêmica, a fase final inclui atividades de intercâmbio cultural, passeios turísticos e cerimônia de premiação.
Os estudantes têm a oportunidade de conviver com jovens talentos de diferentes países e trocar experiências acadêmicas e culturais.
Segundo os organizadores, a competição busca desenvolver habilidades como pensamento crítico, criatividade e resolução de problemas, incentivando o interesse pelas áreas científicas desde cedo.

