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Após três jogos, o que Ancelotti pode levar de lição para duelo com Japão

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Após três jogos, o que Ancelotti pode levar de lição para duelo com Japão

A fase de grupos terminou com a seleção brasileira classificada em primeiro lugar, com sete gols marcados e apenas um sofrido. Mais do que os resultados, Carlo Ancelotti chega ao duelo contra o Japão, pelos 16 avos de final da Copa do Mundo, com algumas respostas importantes após os três primeiros jogos.

A principal conclusão da primeira fase é que as alterações promovidas por Ancelotti surtiram efeito. Douglas Santos assumiu a lateral esquerda e aproveitou a oportunidade, tornando-se uma das boas surpresas da equipe. Pelo lado direito, Danilo também ganhou espaço e passou segurança defensiva.

No ataque, Matheus Cunha aproveitou a oportunidade recebida a partir do jogo contra o Haiti. O atacante marcou três gols na Copa e deve ser titular na próxima fase. Cunha também exerce papel entre linhas, ajudando na construção das jogadas.

Matheus Cunha comemora o terceiro gol do Brasil sobre a Escócia
Matheus Cunha comemora o terceiro gol do Brasil sobre a Escócia • Michael Reaves/Getty Images/Via Fifa

Outra mudança importante foi na forma de jogar. O Brasil parece ter descartado a 4-2-4 passou a atuar em um 4-4-2 sem a posse da bola Quando recupera a posse, a equipe se transforma em um 4-3-3.

Bruno Guimarães, Casemiro, Lucas Paquetá e Matheus Cunha formam um losango no meio-campo que dá sustentação à equipe, enquanto os pontas ganham liberdade para atacar.

Favoritismo não elimina os cuidados

O Japão tem menos tradição em Copas do Mundo do que o Brasil, mas chega ao mata-mata como uma seleção organizada e disciplinada. A equipe aposta na intensidade, na velocidade e no jogo coletivo, características que já causaram dificuldades a seleções favoritas em outras edições do torneio.

Jogadores do Japão celebrando o gol marcado diante da Suécia, pela Copa do Mundo
Jogadores do Japão celebrando o gol marcado diante da Suécia, pela Copa do Mundo • Alex Slitz/Getty Images

Zico, ídolo do Flamengo e ex-treinador da Seleção Japonesa, alertou a equipe brasileira sobre a velocidade e movimentação dos jogadores do Japão: “É um jogo em que os dois times propõem jogo. O Brasil precisa ter cuidado com a velocidade e a movimentação dos caras, porque eles não param. Eles precisam estar atentos a isso”, afirmou o ex-jogador.

A fase de grupos permitia margem para recuperação. Agora, qualquer erro pode significar a eliminação. Ancelotti conseguiu encontrar uma base titular, definir um modelo de jogo e recuperar jogadores importantes, como Neymar, que voltou a atuar contra a Escócia.

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