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6×1: Reduzir escala agora pode prejudicar trabalhador, diz professora

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
6×1: Reduzir escala agora pode prejudicar trabalhador, diz professora

A redução da escala de trabalho nesse momento tem potencial de ser prejudicial aos trabalhadores brasileiros em face da baixa produtividade do país, afirma Juliana Inhasz, professora de economia do Insper.

Ao CNN Money, a professora afirmou que a experiência internacional mostra que os países primeiro alcançam aumentos de produtividade para, só depois, pensar em reduções de escala.

“Me parece pouco viável fazer isso”, disse, referindo-se à inversão dessa ordem no Brasil.

A professora alertou que, se a redução da jornada não for acompanhada de ganhos reais de produtividade, o resultado pode ser um aumento de custos e pressões inflacionárias, piorando o contexto em que o próprio trabalhador está inserido.

“Estamos tomando, infelizmente, um caminho inverso, apostando que essa redução da jornada vá levar a aumentos de produtividade, quando os aumentos de produtividade surgem por outros canais”.

E os recentes números não são positivos: o país recuou sete posições no Ranking Mundial de Competitividade 2026, elaborado pelo IMD World Competitiveness Center em parceria com a Fundação Dom Cabral.

O Brasil agora ocupa a 65ª posição em uma lista de 70 economias, o que representa o pior patamar dos últimos anos.

O cenário é agravado pelo desempenho da produtividade do trabalhador brasileiro. No primeiro trimestre deste ano, a produtividade por horas trabalhadas recuou 0,5%, mesmo em um contexto de mercado de trabalho aquecido e baixos índices de desemprego.

Para Inhasz, a aparente contradição entre um mercado de trabalho aquecido e baixa produtividade tem explicação. “Produtividade e competitividade são coisas diferentes“, afirmou.

Segundo ela, produtividade diz respeito à capacidade de melhorar a eficiência do processo produtivo, enquanto competitividade se refere à capacidade de manter um ambiente de crescimento econômico que gere benefícios para a sociedade.

Inhasz destaca que o crescimento brasileiro tem sido impulsionado principalmente pelo aumento do fator de produção — ou seja, pela inserção de mais pessoas no mercado de trabalho —, e não por ganhos de eficiência.

“A gente coloca mais gente para trabalhar, mas a gente não está conseguindo fazer com que esse trabalho seja mais produtivo”, disse. Para ela, isso tem relação direta com a falta de investimentos em tecnologia, inovação e qualificação da mão de obra.

A professora também ressalta que a competitividade não depende exclusivamente do governo. Fatores como burocracia, instabilidade nas regras e conjuntura econômica desfavorável prejudicam a previsibilidade e a capacidade das empresas de se planejarem.

Ao mesmo tempo, Juliana Inhasz apontou que o setor produtivo também carrega sua parcela de responsabilidade.

“Tem uma questão de gestão que também é forte”, afirmou, acrescentando que, muitas vezes, os incentivos oferecidos pelas políticas públicas não são aproveitados pelas empresas como estímulo à inovação.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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