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Veja quem são Sicupira e Paulo Lemann, alvos da PF no caso Americanas

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Veja quem são Sicupira e Paulo Lemann, alvos da PF no caso Americanas

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (25) uma para apurar eventuais irregularidades no rombo financeiro da Americanas.

Dentre os alvos da Operação Disclosure, estão Carlos Alberto Sicupira, acionista e ex-conselheiro da varejista, e Paulo Alberto Lemann, filho de Jorge Paulo Lemann.

Os mandados foram expedidos pela 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e agora a PF realiza um total de nove buscas e apreensões na capital fluminense e em São Paulo (SP). Além disso, mais de R$ 54 bilhões foram bloqueados.

Em nota, a LTS, holding de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira diz que o grupo diz ter sido surpreendido pela operação e reafirmaram que “foram enganados e induzidos a erro pela antiga diretoria da Americanas”.

Veja quem são os alvos da operação

Carlos Alberto Sicupira figura como a 8ª pessoa mais rica do Brasil, com um patrimônio de US$ 6,9 bilhões, segundo a lista anual da Forbes.

Sicupira é conhecido, principalmente, pela empresa de investimentos no exterior que possui junto a Jorge Paulo Lemann, pai de Paulo Lemann, e Marcel Herrmann Telles, a 3G Capital.

A companhia nasceu com o intuito de investir em cervejarias, tendo posteriormente fundado a AB Inbev. Segundo o site oficial, a 3G Capital tem como objetivo “possuir grandes empresas com marcas icônicas e forte potencial de crescimento”.

A empresa também é uma das controladoras da rede de fast-food Burger King e da rede canadense de cafeterias Tim Hortons.

Em 2021, a 3G adquiriu quase a totalidade da empresa holandesa de persianas Hunter Douglas em uma transação de US$ 7 bilhões e, em 2025, pagou quase US$ 10 bilhões pela marca americana de tênis Skechers.

Sicupira também faz parte dos acionistas de referência da Americanas e fazia parte do conselho de administração da varejista até poucos anos atrás.

Paulo Alberto Lemann, por sua vez, é um dos filhos de Jorge Paulo Lemann, empresário brasileiro sócio da 3G com Beto Sicupira e acionista da Americanas.

Ele fazia parte do conselho administrativo das Lojas Americanas até 2024. No entanto, teve que sair da composição em setembro do mesmo ano, assim como Carlos Alberto Sicupira.

A saída de ambos os conselheiros se deu devido à indicação de novos nomes pelos bancos credores da Americanas, que passaram a ser acionistas da companhia com direito a voto, conforme previsto em plano de recuperação judicial aceito em assembleia em dezembro de 2023, quase um ano depois do início da crise financeira divulgada pela varejista.

Seu pai é, atualmente, a terceira pessoa mais rica do Brasil, segundo a lista de bilionários da Forbes de 2026, com patrimônio avaliado em US$ 20,2 bilhões, ou quase R$ 105,15 bilhões na cotação atual do dólar.

Relembre crise da Americanas

O pedido de recuperação judicial aconteceu em 11 de janeiro de 2023, quando a companhia varejista comunicou ao mercado ter detectado inconsistências em lançamentos contábeis estimadas em R$ 20 bilhões.

Porém, após realizar uma análise mais aprofundada, a empresa constatou que possuía uma dívida superior a R$ 40 bilhões. A situação financeira resultou em um pedido de recuperação judicial, aceito posteriormente pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Após três anos de acordo com os credores, a Americanas ingressou com um pedido para sair da recuperação judicial, e o CEO da empresa, Fernando Soares, disse à CNN que já havia cumprido 100% do plano previsto.

Porém, nesta quinta-feira (25), seus dois antigos conselheiros passaram a ocupar os holofotes da mídia como alvos de uma operação que apura fraudes contábeis no rombo da varejista.

A Operação Disclosure é desdobramento de uma anterior, de 2024, e, segundo as investigações, os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico.

As apurações apontam indícios, em tese, dos crimes de manipulação de mercado associação criminosa.

Em nota, a Americanas informa que não é alvo da operação e diz que “seguirá colaborando com as investigações e é a maior interessada no esclarecimento dos fatos”.

*Com informações de Gustavo Uribe, Elijonas Maia, Vitória Queiroz e Broadcast

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