Promotores de Manhattan, nesta quinta-feira (25), pediram a retirada da acusação de estupro em terceiro grau contra Harvey Weinstein após a acusadora do desacreditado magnata do cinema dizer que não queria testemunhar no que teria gerado um quarto julgamento.
O terceiro julgamento de Weinstein na corte estadual de Nova York por uma acusação de que ele estuprou a aspirante a atriz Jessica Mann terminou em anulação em maio, depois que os jurados não conseguiram chegar a um veredicto unânime.
Mann acusou Weinstein de estuprá-la em um quarto de hotel em Manhattan, em 2013, enquanto ela resistia e repetia várias vezes: “Não”.
Weinstein, de 74 anos, havia se declarado inocente da acusação de um crime de estupro em terceiro grau e negou ter agredido qualquer pessoa ou mantido relações sexuais sem consentimento. Um representante afirmou nesta quinta-feira que Weinstein recebeu o desfecho com alívio e acredita que a acusação nunca deveria ter sido apresentada.
O gabinete do promotor distrital de Manhattan, Alvin Bragg, afirmou nesta quinta-feira que depor diante de dois grandes júris e de três júris de julgamento foi uma “provação extraordinariamente desgastante” para Mann e que ela não desejava subir ao banco das testemunhas novamente.
O gabinete de Bragg também informou que pediu ao tribunal que condene Weinstein a 20 anos de prisão por agredir sexualmente a ex-assistente de produção Miriam Haley.
Weinstein foi condenado por estuprar Mann e agredir Haley em seu primeiro julgamento em Nova York, em 2020, mas a mais alta corte do estado anulou a condenação após concluir que ele não recebeu um julgamento justo.
Weinstein, produtor de cinema vencedor do Oscar e cofundador do estúdio Miramax, permaneceu preso desde que sua condenação foi anulada devido à condenação em outro caso.
Mais de 80 mulheres acusaram Weinstein de assédio sexual ou má conduta sexual, acusações que Weinstein nega.
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