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Importações de defensivos químicos caem 6,8% entre janeiro e maio

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Importações de defensivos químicos caem 6,8% entre janeiro e maio

A combinação de margens mais apertadas no campo, restrições de crédito e busca por redução de custos tem ampliado a participação de produtos genéricos nas importações de defensivos agrícolas, pressionando preços e reduzindo o valor movimentado pelo setor, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (25) pela CropLife Brasil.

Entre janeiro e maio, as importações de defensivos químicos somaram US$ 4,28 bilhões, queda de 6,8% em relação ao mesmo período de 2025. O recuo ocorreu também em volume, mas de forma menos intensa, movimento que, na avaliação da entidade, reflete principalmente a substituição de produtos por alternativas pós-patentes de menor preço.

O comportamento é mais evidente entre os produtos formulados, aqueles já prontos para aplicação nas lavouras. As importações dessa categoria recuaram US$ 246 milhões em valor na comparação interanual, enquanto o volume caiu 5,9%. A diferença entre as duas variações indica continuidade da queda dos preços médios e maior participação dos genéricos nas compras externas.

Os herbicidas seguem concentrando a maior parte das importações brasileiras. A categoria respondeu por US$ 471 milhões em compras nos cinco primeiros meses do ano, o equivalente a 34,2% do valor total dos produtos formulados importados.

Nesse segmento, a pressão competitiva aparece de forma mais clara. O valor importado caiu 24,4% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto o volume recuou apenas 7,5%. Para a CropLife, o cenário está relacionado ao aumento do uso de produtos genéricos, que costumam ter preços inferiores aos das moléculas ainda protegidas por patentes.

O relatório destaca que a demanda por herbicidas continua sustentada pela intensificação do manejo de plantas daninhas e pelo aumento da resistência de invasoras nas principais regiões produtoras. Nesse contexto, produtores têm ampliado o uso de pré-emergentes e realizado mais aplicações ao longo do ciclo produtivo.

A China manteve posição dominante como fornecedora desses produtos, respondendo por 72% do valor e 90% do volume das importações brasileiras de herbicidas formulados.

Nos inseticidas e fungicidas, o cenário foi diferente. Embora as importações tenham recuado tanto em valor quanto em volume, houve recuperação dos preços médios. Segundo a CropLife, a composição das importações e a concentração de registros em categorias aduaneiras genéricas dificultam identificar quais ingredientes ativos explicam esse movimento.

As compras externas de inseticidas totalizaram US$ 295 milhões no período, queda de 18,1%, enquanto os fungicidas movimentaram US$ 249 milhões, recuo de 8,7%.

Entre as categorias analisadas, apenas os nematicidas apresentaram crescimento, e as importações avançaram 66% em valor e 40% em volume nos cinco primeiros meses do ano. Apesar da expansão, o segmento ainda representa parcela pequena do mercado, equivalente a 2,1% do valor total das importações de produtos formulados.

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