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Alfama investe R$ 60 milhões e amplia atuação em mercado de proteínas

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Alfama investe R$ 60 milhões e amplia atuação em mercado de proteínas

A Alfama Foods, empresa especializada em soluções de proteína animal para o mercado de alimentação fora do lar, está apostando na expansão dos negócios para sustentar um crescimento de 50% em 2026. A companhia investiu R$ 60 milhões na construção de uma nova fábrica em Louveira (SP), ingressou no segmento de carnes porcionadas e projeta alcançar faturamento de R$ 400 milhões neste ano.

O movimento ocorre em um momento de transformação do setor de food service, que enfrenta desafios como escassez de mão de obra, aumento dos custos operacionais e necessidade de ganhos de produtividade.

Para a empresa, a demanda crescente por produtos que simplifiquem a operação das cozinhas profissionais abre espaço para soluções de maior valor agregado.

Segundo o CEO da Alfama Foods, Bruno Sonda André, a decisão de entrar no mercado de porcionados foi motivada principalmente pelas dificuldades operacionais enfrentadas por restaurantes, hamburguerias, pizzarias e outros estabelecimentos.

“A manipulação da proteína in natura é um dos maiores desafios operacionais que o operador de food service tem hoje. Depois da pandemia, a questão da mão de obra se tornou ainda mais crítica. Foi nesse contexto que identificamos uma lacuna importante de mercado”, afirmou à CNN Brasil.

A nova unidade industrial foi estruturada para processar proteínas bovinas e de frango em maior escala, produzindo cortes padronizados em peso e espessura. A proposta é reduzir desperdícios, facilitar o controle de custos e aumentar a previsibilidade das operações.

Liderança em carnes cozidas

Fundada há 14 anos, a Alfama construiu sua trajetória no segmento de carnes cozidas para food service, categoria que ajudou a desenvolver no mercado brasileiro. De acordo com a empresa, atualmente detém cerca de 85% de participação nesse nicho.

Para alcançar essa posição, a companhia apostou em um modelo baseado na especialização do canal de distribuição. Hoje, a rede reúne aproximadamente 110 distribuidores focados exclusivamente no mercado de alimentação fora do lar, responsáveis por abastecer cerca de 30 mil clientes por mês em todo o país.

Segundo André, a estratégia permitiu criar uma estrutura logística capaz de entregar produtos em até 24 horas em diversas regiões do Brasil. “Enquanto muitos frigoríficos focam no atendimento direto ao cliente, nós construímos uma rede especializada em food service. Isso nos deu escala, capilaridade e uma capacidade de atendimento muito rápida”, disse.

O executivo afirma que o modelo também ajudou a consolidar relações comerciais com distribuidores regionais, que conhecem as particularidades de cada mercado local e oferecem suporte especializado aos estabelecimentos.

Expansão e crescimento

O investimento em Louveira faz parte de um ciclo mais amplo de expansão da companhia. Além da nova fábrica, a Alfama ampliou em cerca de 35% a capacidade da unidade de Cascavel (PR), reforçando a estrutura produtiva para sustentar o crescimento projetado para os próximos anos.

Segundo o CEO, aproximadamente 75% dos investimentos na nova planta foram realizados ao longo de 2025. Com a entrada em operação das duas unidades, a empresa acredita ter capacidade suficiente para sustentar sua estratégia de expansão até 2028.

“Esse ano de 2026 é voltado para o crescimento. No ano passado, nosso foco foi melhorar a eficiência e preparar a estrutura. Agora estamos concentrados em preencher essa capacidade produtiva e acelerar a expansão comercial”, afirmou.

A nova fábrica também possui habilitação para exportação, embora o foco principal da companhia permaneça no mercado doméstico, especialmente no atendimento a restaurantes independentes e grandes redes de alimentação.

Mercado em transformação

A aposta da Alfama reflete uma tendência observada no setor de alimentação fora do lar. Com mais de 2,2 milhões de estabelecimentos no Brasil, segundo dados citados pela empresa, a busca por padronização de processos, redução de perdas e maior eficiência operacional tem ganhado relevância entre os operadores.

Para André, os produtos porcionados devem desempenhar papel importante nesse processo de modernização. “Acreditamos que os porcionados serão parte importante da transformação das cozinhas profissionais no Brasil. A tendência é que as operações se tornem mais simples, eficientes e com menos desperdício”, concluiu o CEO.

Com o avanço do consumo de proteínas e a crescente demanda por soluções que reduzam a dependência de mão de obra especializada, a companhia vê espaço para ampliar sua presença em um mercado ainda pouco explorado no país, apostando na industrialização dos processos como diferencial competitivo.

Como o produtor financia a safra no Brasil?

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