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Aclara recebe licença ambiental para projeto de terras raras no Chile

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Aclara recebe licença ambiental para projeto de terras raras no Chile

A canadense Aclara Resources obteve a licença ambiental formal para o Penco Module, projeto de terras raras desenvolvido na região de Biobío, no Chile, em parceria com o Grupo CAP.

A companhia informou em comunicado na última terça-feira (23) que a Resolução de Qualificação Ambiental, conhecida pela sigla RCA, foi emitida e publicada no Sistema de Avaliação de Impacto Ambiental do Chile. A publicação formaliza a aprovação concedida em 8 de junho pela Comissão de Avaliação Ambiental da Região de Biobío e encerra a etapa de análise ambiental do projeto.

Apesar do avanço, o empreendimento ainda não está liberado para construção imediata.

Segundo a Aclara, a próxima fase inclui a obtenção de licenças setoriais exigidas para construção e operação, além da conclusão das etapas de engenharia básica e detalhada.

O Penco Module é um dos ativos da Aclara voltados à produção de terras raras pesadas a partir de depósitos de argila iônica.

O avanço no Chile faz parte de uma estratégia mais ampla da Aclara para construir uma cadeia de terras raras nas Américas, em um mercado ainda fortemente concentrado na China. A empresa afirma que seu modelo combina projetos de mineração no Brasil e no Chile com uma estrutura de separação de terras raras nos Estados Unidos.

No Brasil, a Aclara desenvolve o projeto Carina, em Goiás.

Nos Estados Unidos, a companhia avança com uma planta-piloto de separação em parceria com a Virginia Tech e planeja uma unidade comercial de separação no estado da Louisiana.

A estratégia busca oferecer ao mercado uma cadeia integrada fora da China, com produção, separação e fornecimento de terras raras para aplicações como ímãs permanentes, veículos elétricos, turbinas eólicas, eletrônicos e equipamentos de alta tecnologia.

O objetivo da Aclara é produzir carbonato misto de terras raras com alta concentração de elementos pesados, a partir de depósitos de argila iônica no Brasil e no Chile, e enviar esse material para separação nos Estados Unidos.

É nessa etapa que os elementos passam a ser isolados em óxidos individuais, insumo essencial para a fabricação de ímãs permanentes.

Se executado como planejado, o projeto posiciona o Brasil como fornecedor relevante de matéria-prima processada para cadeias ocidentais, ainda que a etapa de maior captura de valor, a separação e produção de ímãs, permaneça fora do país.