Neymar não tem espaço entre os titulares da Seleção Brasileira no esquema atual adotado por Carlo Ancelotti. Essa é a avaliação do comentarista Michel Bastos, que analisou as opções táticas disponíveis para o treinador na partida contra a Escócia.
Segundo o ex-jogador da Seleção Brasileira, o único encaixe possível para Neymar no time seria na função de falso 9 — exatamente a posição ocupada por Matheus Cunha, que vem se destacando pela Seleção.
“Hoje, sinceramente, na equipe titular não cabe”, afirmou o comentarista. “Eu só veria o Neymar fazendo esse falso 9, como o Matheus Cunha faz, de vir jogar, buscar o jogo. De resto, não vejo o Neymar jogando.”
Matheus Cunha como obstáculo
Michel Bastos destacou o bom desempenho de Matheus Cunha como fator determinante para a dificuldade de incluir Neymar no time titular. O comentarista lembrou que o próprio Ancelotti elogiou publicamente o atacante em coletiva de imprensa, citando-o como exemplo positivo após a partida contra o Haiti.
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1 de 8Neymar Jr., atacante da Seleção Brasileira, em 2023 • Vitor Silva/CBF
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2 de 8Neymar comemora seu último gol pela Seleção Brasileira contra a Bolívia no Mangueirão, no Pará, em 2023 • Pedro Vilela/Getty Images
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3 de 8Raphinha e Neymar em ação pela Seleção Brasileira • Michael Steele/Getty Images
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4 de 8Neymar comemora gol contra Camarões na Copa do Mundo de 2014 • NurPhoto/Corbis via Getty Images
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5 de 8Raphinha e Neymar pela Seleção Brasileira • REUTERS/Hannah Mckay
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6 de 8Gabigol e Neymar atuando pela Seleção Brasileira • MB Media / Getty Images
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7 de 8Neymar em jogo entre Brasil e Equador na Copa América de 2011 • Buda Mendes/LatinContent via Getty Images
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8 de 8Neymar e Valverde durante o duelo entre Brasil e Uruguai, em outubro de 2023 • Vitor Silva/CBF
“Como você vai tirar o Matheus Cunha? Ele entrou bem contra o Marrocos, entrou como titular, foi decisivo”, ressaltou Michel Bastos. Para o comentarista, colocar Neymar no lugar de Raphinha, Paquetá ou Bruno Guimarães também não faria sentido tático, já que o meio-campo da Seleção já enfrenta dificuldades.
Pressão sobre Ancelotti
O debate também abordou a pressão que recai sobre Ancelotti para utilizar Neymar durante as partidas. Um dos participantes do programa levantou o cenário hipotético em que o Brasil estivesse empatando com a Escócia e o treinador optasse por não acionar o camisa 10 mesmo com ele disponível no banco.
Michel Bastos reconheceu a pressão, mas defendeu que as decisões devem priorizar o desempenho coletivo. “O treinador tem que fazer a melhor escolha para o bem da Seleção Brasileira, para que aquilo melhore taticamente e tecnicamente dentro do jogo”, disse.
Michel Bastos também ponderou que o esquema tático anterior, o 4-2-4, permitia o encaixe natural de Neymar. Com a mudança para um sistema com três meias e três atacantes, o espaço para o jogador ficou mais restrito.
O comentarista concluiu que a participação de Neymar deve ser avaliada no decorrer da partida, cabendo a Ancelotti decidir o momento e a forma ideais de utilizá-lo. “Se durante o jogo o Ancelotti entender que o Matheus Cunha não está bem, coloca o Neymar. Aí inclui o Neymar”, finalizou.
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