Um médico que retornou recentemente à França após uma missão humanitária na República Democrática do Congo testou positivo para Ebola, marcando o primeiro caso confirmado no país associado ao surto atual, informou o Ministério da Saúde nesta quarta-feira (24).
O paciente foi colocado em isolamento e as autoridades de saúde estão rastreando seus contatos, declarou o ministério em comunicado, acrescentando que o risco para a população europeia em geral é baixo.
O surto de Ebola na República Democrática do Congo está associado à rara cepa Bundibugyo do vírus.
A doença infectou mais de mil pessoas e matou 267 — gerando o maior número de casos confirmados no primeiro mês de qualquer episódio da doença, segundo informou a Organização Mundial da Saúde nesta semana.
Especialistas afirmam que a doença provavelmente circulava há meses antes de ser oficialmente declarada em 15 de maio.
Os primeiros casos confirmados foram identificados em áreas urbanas e, desde então, infecções foram relatadas em pelo menos três campos de deslocados densamente povoados.
Os dois maiores surtos anteriores de Ebola ocorreram na África Ocidental — na Guiné, em Serra Leoa e na Libéria, entre 2014 e 2016 — e na RD Congo, em 2018.
Um cidadão dos Estados Unidos tratado contra Ebola na Alemanha recebeu alta no início deste mês, após a ausência de detecção do vírus no paciente desde 30 de maio.
O que sabemos sobre o surto de Ebola que a OMS declarou emergência global

