Dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) de fevereiro divulgados nesta quarta-feira (24) indicam que 73,5% dos trabalhadores CLT têm uma jornada de trabalho de mais de 41 horas semanais. São 37,1 milhões de pessoas trabalhando com essa carga horária por semana.
No mês, a RAIS contabilizou 62,3 milhões de vínculos formais de emprego. Sem considerar os profissionais estatutários, o indicador identificou cerca de 50,32 milhões de profissionais CLT no setor privado e na administração pública.
Veja os dados por trabalhador CLT:
- 37,1 milhões trabalham mais de 41 horas semanais (73,48%);
- 9,24 milhões trabalham entre 31 horas e 40 horas por semana (18,36%);
- 2,16 milhões têm uma jornada de trabalho de 21 horas a 30 horas semanais (4,29%);
- 1,81 milhões trabalham até 20 horas por semana (3,59%).
O governo federal apoia a redução da jornada de trabalho semanal para até 40 horas semanais. A proposta que estabelece o fim da escala 6×1 já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e aguarda análise do Senado.
O texto propõe reduzir a carga horária máxima por semana e uma jornada de cinco dias de trabalho para dois dias de descanso.
A jornada de trabalho em vigor é de até 44 horas semanais, com a possibilidade de seis dias de trabalho para um de descanso.
O avanço do fim da escala 6×1 tem gerado críticas do setor produtivo, que alega aumento de custos. Entidades que representam o comércio e a indústria já se posicionaram contra a aprovação da mudança em ano eleitoral.
Estudo: fim da escala 6×1 pode reduzir PIB, renda, empregos e empresas

