A economia da Argentina cresceu 2,3% no primeiro trimestre em comparação com o ano anterior, informou nesta terça-feira (23) o Indec, órgão de estatísticas do país, superando as expectativas dos analistas.
Especialistas consultados pela Reuters previam que o PIB (Produto Interno Bruto) cresceria 1,7% no período de janeiro a março.
O resultado foi impulsionado por uma forte colheita agrícola, aumento nas exportações e expansão nos setores de mineração e finanças.
O aumento anual foi impulsionado principalmente por um crescimento expressivo no setor pesqueiro, que registrou alta de 27,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Os setores de agricultura, pecuária e caça cresceram 18,1%, enquanto o setor de mineração e extração apresentou um aumento de 12,3%, segundo relatório do Indec.
As exportações aumentaram 9,8% em relação ao ano anterior, enquanto o consumo privado subiu 2,7%, impulsionado principalmente por bens importados, incluindo automóveis.
O Indec acrescentou que também foram registados ganhos em setores como a intermediação financeira, com um aumento de 7,5% em relação ao ano anterior; as famílias com empregados domésticos, que cresceram 6,3%; e o setor dos hotéis e restaurantes, com um aumento de 2,8%.
Os setores de manufatura e administração pública registraram as maiores quedas interanuais, com reduções de 1,7% e 1,4%, respectivamente.
Em termos ajustados sazonalmente, o PIB da terceira maior economia da América Latina cresceu 0,7% em comparação com o quarto trimestre de 2025, informou o Indec.
Uma pesquisa do Banco Central da Argentina, publicada em junho, constatou que os analistas preveem, em média, um crescimento econômico de 2,9% para 2026.

