O Departamento de Estado dos Estados americano anunciou nesta terça-feira (23) uma série de novas sanções contra entidades ligadas ao governo de Cuba e contra mais um integrante da família de Raúl Castro, em mais uma demonstração da pressão que o governo do presidente Donald Trump vem exercendo sobre a ilha há meses.
As novas sanções da OFAC (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros), vinculado ao Departamento do Tesouro dos EUA, têm como alvo cinco entidades cubanas que “geram receitas para o regime cubano”. Três delas estão associadas à GAES (Grupo de Administração Empresarial S.A.), informou o secretário de Estado, Marco Rubio, em comunicado.
As entidades citadas são o Banco Financiero Internacional S.A. (BFI), a Rafin S.A. e a Almacenes Universales S.A. (AUSA). A CNN enviou pedidos de comentário a essas entidades para obter posicionamento sobre as sanções.
No início de maio, o governo dos Estados Unidos já havia sancionado tanto o conglomerado militar GAESA quanto sua presidente-executiva, Ania Guillermina Lastres Morera, entre outras medidas.
Nesta nova ação, Rubio afirmou que a GAESA “continua operando como o braço financeiro do aparato repressivo de segurança do regime cubano” e que as medidas do Departamento de Estado dos EUA se baseiam na Ordem Executiva 14404, assinada por Trump e em vigor desde 1º de maio.
O decreto prevê sanções “aos responsáveis pela repressão em Cuba e por ameaças à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos”.
O governo cubano, por meio do ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, rejeitou as declarações de Rubio e afirmou que elas buscam “apertar ainda mais o cerco à economia de Cuba”.
Segundo o secretário de Estado, duas das entidades sancionadas são instituições financeiras ligadas à GAESA e associadas “à movimentação de dinheiro” em nome do governo do presidente Miguel Díaz-Canel.
A terceira entidade, acrescentou, é uma empresa de logística vinculada à GAESA que “executa as ordens do regime em toda a ilha”.

