Uma autoridade da Casa Branca minimizou a votação do Senado desta terça-feira (23), que reprovou a condução da guerra com o Irã pelo presidente americano Donald Trump, afirmando que a resolução “não tem relevância” e atribuindo a aprovação da medida a “ausências de republicanos”.
“Resoluções conjuntas não são encaminhadas ao presidente e não têm força de lei”, disse a autoridade.
A autoridade observou que a resolução determina que o presidente retire as Forças Armadas dos EUA de hostilidades contra o Irã, “mas não há hostilidades das quais retirar as forças dos EUA, uma vez que as hostilidades terminaram com o cessar-fogo em 7 de abril”.
A resolução determina que o presidente retire as forças militares do conflito com o Irã. Trata-se de uma reprovação significativa a Trump e de uma mensagem contundente de que a guerra carece de apoio no Congresso.
Os democratas têm forçado repetidamente votações para limitar os poderes de guerra de Trump, tanto na Câmara quanto no Senado — uma campanha que tem ganhado gradualmente mais apoio republicano nas últimas semanas.
Os senadores republicanos Rand Paul, Susan Collins, Lisa Murkowski e Bill Cassidy juntaram-se aos democratas ao votar a favor da resolução, enquanto o senador democrata John Fetterman votou contra. O placar final foi de 50 a 48.
As ausências dos senadores republicanos Mitch McConnell e Dave McCormick — que anteriormente haviam votado contra o avanço de resoluções sobre poderes de guerra — contribuíram para a aprovação da medida.
Pesquisa: 6 em cada 10 americanos veem guerra com o Irã como erro

