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Cantor Netinho de Paula denuncia racismo contra neto em escola de SP

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Cantor Netinho de Paula denuncia racismo contra neto em escola de SP

O cantor Netinho de Paula fez uma denúncia pela redes sociais afirmando que seu neto, de 16 anos, foi vítima de racismo cometido por alunos do colégio onde estuda, em Santana de Parnaíba, na Grande de São Paulo. Os ataques teriam ocorrido em um grupo de mensagens privado.

O artista exigiu da direção do Colégio Municipal Tom Jobim e da Secretaria Municipal de Educação uma “postura firme e pública”, com acolhimento psicológico e ações pedagógicas urgentes.

Na publicação, o cantor anexou um print da conversa com cunho racista que o jovem foi alvo. Na mensagem, é possível ver uma adolescente enviou uma figurinhade cunho racista.

“Pode parecer “brincadeira” para alguns. Mas para nós, que conhecemos o peso da cor da pele nesta sociedade, isso é racismo recreativo. É a perpetuação de um estereótipo que desumaniza, ridiculariza e fere a alma de um menino que, assim como tantos outros, é fruto de um relacionamento interracial e carrega em si a beleza e a força da cultura negra”, escreveu Netinho de Paula.

Além disso, o cantor sugeriu a realização de debates e atividades educativas sobre conscientização antirracista e impactos da discriminação racial.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação e a Direção do Colégio Tom Jobim lamentaram o episódio e informaram que a estudante que teve a atitude racista recebeu “medidas educativas à reflexão sobre a gravidade do ocorrido”.

Veja nota na íntegra:

“A Secretaria Municipal de Educação e a Direção do Colégio Tom Jobim esclarecem que o lamentável episódio de racismo ocorreu em um grupo de mensagens privado, não institucional, e fora do ambiente e horário escolar.
Contudo, por se tratar de estudantes que compartilham o mesmo convívio escolar, a instituição repudia veementemente essa inadmissível atitude.

Diante do fato, os responsáveis foram prontamente acionados e a estudante autora do ato já recebeu medidas educativas voltadas à reflexão sobre a gravidade do ocorrido.

Reiteramos nosso compromisso absoluto com o respeito mútuo.

Informamos ainda que conforme a Lei 15.100/205 regulamentada pelo decreto 12.385/2025 os estudantes não podem utilizar celulares e dispositivos eletrônicos durante as aulas e a restrição também se aplica aos recreios e intervalos.”

Netinho não informou se a família registrou boletim de ocorrência sobre o caso.

A discriminação ou o preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional está prevista como crime na Lei Nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989. A pena é de reclusão de 2 a cinco anos e multa.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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