O vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), disse neste sábado (20) acreditar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai “conduzir bem” a decisão sobre a continuidade de Jaques Wagner (PT-BA) como líder do governo no Senado. Ele também reforçou a independência da PF (Polícia Federal) na condução das investigações.
“O presidente Lula vai conduzir bem a questão e queria destacar aqui o exemplo do governo do presidente Lula de espírito republicano. A Polícia Federal, os órgãos de controle, tem total independência para cumprir o seu trabalho”, afirmou Alckmin.
O vice-presidente deu a declaração em entrevista a jornalistas durante a cerimônia de entrega da primeira fase da extensão da Malha Norte e do terminal ferroviário da BR-070, em Dom Aquino (MT).
Como mostrou a CNN, a permanência de Jaques Wagner na liderança do governo tem sido alvo de questionamentos.
O cenário eleitoral pesa para uma reavaliação do Planalto sobre a manutenção de Jaques no cargo. O Planalto quer descolar a imagem do senador para evitar efeitos negativos na pré-campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição.
Em posicionamentos oficiais, o PT saiu em defesa de Jaques e deu voto de confiança ao parlamentar, que é um quadro histórico da sigla. Aliados do governo, no entanto, já admitem nos bastidores a necessidade de troca na liderança para evitar contaminar a campanha de Lula.
No Planalto, a avaliação é de que Lula só deve tomar uma decisão após uma conversa pessoal com Jaques e outros aliados. Como a CNN mostrou, o chefe do Executivo conversou por telefone com o senador e com ministros sobre o caso. Uma conversa entre o senador e o presidente é esperada nos próximos dias em Brasília.
A 9ª fase da Operação Compliance Zero atingiu Jaques Wagner e levou a buscas e apreensões na casa do senador na última quinta (18). A corporação investiga um possível vínculo entre o entorno familiar de Jaques e suas empresas com outros nomes conectados ao liquidado Banco Master.
Segundo a PF, foram identificados elementos que indicam o “recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente” por meio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao Banco.
*A repórter viajou a convite da Rumo

