O governo da Colômbia anunciou uma recompensa de R$ 300 mil a R$ 1,5 milhão por informações que ajudem a evitar atentados terroristas e ataques contra candidatos no próximo domingo (21), quando o país realiza o segundo turno das eleições presidenciais.
Segundo o ministro da Defesa, Pedro Arnulfo Sanchez, um Centro Integral de Inteligência Eleitoral foi ativado para evitar crimes no próximo domingo, identificando 90 lugares que serão permanentemente monitorados.
Em uma medida de prevenção, ele afirmou que o governo oferece uma recompensa de até 200 milhões de pesos colombianos (R$ 300 mil) por informações que ajudem a evitar atentados terroristas e de até 1 bilhão de pesos colombianos (R$ 1,5 milhão) por dados que ajudem a proteger candidatos presidenciais.
Segundo o governo colombiano, 408 mil militares e policiais estarão mobilizados no dia das eleições, tanto nas ruas, como no monitoramento online.
Mais de 21 milhões de colombianos são esperados nas urnas para escolher o novo presidente do país, após uma campanha marcada por atentados e comícios realizados sob forte esquema de segurança.
Além do assassinato do pré-candidato presidencia Miguel Uribe, em um ato em Bogotá no ano passado, a vice de Cepeda, Aída Quilcué, foi sequestrada por algumas horas e integrantes da equipe de De la Espriella foram assassinados.
O candidato da direita, Abelardo de la Espriella, que promete mão dura contra grupos criminosos, discursou em atos de campanha atrás de um vidro blindado. Tanto ele quanto o governista Iván Cepeda, de esquerda, participava de comícios protegidos por escoltas que utilizavam escudos balísticos dobráveis.
A última pesquisa do instituto AtlasIntel posiciona De la Espriella com 50,9%, à frente de Cepeda, que aparece com 43,1% das intenções de voto.

