O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (17), durante a reunião do G7 na França, que os Estados Unidos, em um esforço paralelo às negociações de um acordo com o Irã, discutirão com os países do Golfo os mísseis balísticos iranianos e os grupos aliados de Teerã classificados como terroristas.
Em entrevista coletiva, Trump disse que o líder da Síria gostaria de atacar o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, com ações de “precisão” dentro do Líbano.
O presidente também afirmou que o líder libanês deverá visitar Washington nas próximas semanas.
Críticas constantes a Israel
Trump, afirmou que deseja que Israel aja com “bom senso” em sua campanha militar contra o Líbano, embora continue apoiando o direito do país de “se defender”.
“Não, eu quero que Israel seja capaz de se proteger, mas também quero que use bom senso”, disse o presidente americano a jornalistas durante uma reunião bilateral na cúpula do G7.
Trump tem demonstrado repetidamente frustração com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e com a campanha militar israelense contra o Hezbollah no Líbano. Na terça-feira (16), o presidente disse a repórteres que Netanyahu precisava ser “mais responsável”.
Nos últimos tempos, Trump também criticou Netanyahu por considerar que o líder israelense tem dificultado as negociações entre Estados Unidos e Irã ao ordenar ataques contra o Hezbollah no Líbano. O Irã tem insistido que qualquer acordo de cessar-fogo deve incluir o Líbano.
Netanyahu, por sua vez, tem procurado evitar confrontos públicos com Trump. Ao comentar o acordo entre Estados Unidos e Irã na segunda-feira (15), declarou: “Há situações em que o presidente Trump e eu não concordamos plenamente. (…) Sou responsável pelos interesses de segurança de Israel, e isso precisa ser feito com sabedoria.”
*Com informações da CNN
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