A Prefeitura de Limeira, no interior de São Paulo, realiza uma intervenção, na manhã desta quarta-feira (17), para reforçar as medidas de segurança na região da Ponte do Esqueleto, onde a jovem Maria Eduarda morreu após ser lançada durante um salto de “rope jump”.
A jovem de 21 anos morreu no último sábado (13) quando foi atirada da ponte por funcionários da empresa Entre Cordas, que não perceberam que ela não estava fixada com a corda de segurança. Ela chegou a ser atendida por profissionais do SAMU no local, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com a Prefeitura de Limeira, o trabalho de intervenção na Ponte do Esqueleto teve início às 6h30 e inclui o fechamento de acessos irregulares, complementando ações emergenciais que já eram executadas anteriormente no local.

Segundo a administração do município, uma intervenção mais ampla não havia sido executada antes devido as limitações operacionais por parte do Governo Federal, que reconheceu sua responsabilidade pela área e solicitou apoio operacional do município para ampliar a proteção do espaço até que medidas definitivas sejam decididas.
As obras estruturais permanentes, como a construção de muros de contenção, a manutenção das valetas e outras medidas de fechamento da área, ficam sob responsabilidade do Governo Federal, enquanto a prefeitura é responsável por prestar apoio na realização dos serviços emergenciais.
A intervenção ocorre após as reuniões realizadas nesta segunda-feira (15), onde os governos federal e municipais discutiram soluções em conjunto e o bloqueio do acesso ao local.
Os encontros contaram com a representação do Governo Federal por meio da SPU (Secretaria de Patrimônio da União) e da AGU (Advocacia Geral da União), e dos municipais com a prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad, e o prefeito de Limeira, Murilo Felix, e suas equipes.
Após as reuniões, a SPU (Secretaria de Patrimônio da União) informou que a discussão com os governos locais continuará para encontrar uma solução definitiva para a ponte, que pode ser a demolição.
Relembre o caso
A jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freita, que praticava rope jump em Limeira, na Trilha da Ponte do Esqueleto, no interior de São Paulo, morreu na manhã deste sábado (13) quando a empresa que realiza os saltos não colocou a corda que deveria segurá-la, que foi lançada de cerca de 40 metros.
Após a queda de Maria Eduarda, pessoas no local teriam realizado manobras de RCP até a chegada da equipe do SAMU, mas o óbito foi constatado no local por politraumatismo.
Além disso, uma testemunha da morte da jovem afirmou ter visto um funcionário da empresa retirando a câmera que a vítima tinha presa ao corpo.
Segundo o boletim de ocorrência, quando os agentes da polícia chegaram ao local, encontraram dois indivíduos próximos à vítima e questionaram o que teria ocorrido. Quando um dos policiais se afastou para prestar apoio ao resgate, os indivíduos tentaram fugir em direção a uma área de vegetação. Por conta disso, foi solicitado apoio de outras viaturas e da aeronave da PM para localizar os homens.
A Polícia Civil entendeu que os elementos indicam que os investigados assumiram o risco de produzir o resultado morte, e além da falta de segurança, o local apresenta um histórico de ocorrências graves, inclusive com outras mortes.
Até o momento, três funcionários da empresa foram presos. A audiência de custódia dos suspeitos foi realizada na manhã deste domingo (14) e a Justiça de São Paulo converteu a prisão em preventiva.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

