A Prefeitura de Manaus vai implementar nos próximos dias um núcleo especializado no atendimento a estudantes superdotados.
Chamado de Namah/s (Núcleo de Atendimento Municipal de Altas Habilidades/Superdotação), o programa deve funcionar no contraturno escolar e oferecerá atividades de artes, comunicação, astronomia e robótica.
A capital amazonense deve ser a primeira da região Norte a criar uma estrutura voltada a esse tipo de atendimento.
Professores e gestores escolares também serão capacitados para identificar e encaminhar os alunos superdotados ao atendimento complementar.
Segundo a Prefeitura, o modelo oferece uma triagem universal que não depende de indicação de professores ou critérios de notas e oferecerá também agrupamento de estudantes por áreas de interesse e articulação com universidades e centros de pesquisa.
“Toda criança superdotada que a gente não identifica a tempo é um potencial que o Brasil perde. Tem criança sentada na nossa escola que enxerga o mundo de um jeito diferente, resolve problemas que adulto não resolve”, diz Renato Júnior, prefeito de Manaus.
Um estudo publicado na Education Next, revista acadêmica da Harvard Kennedy School, indica que estudantes vulneráveis identificados em programas de superdotação têm 60% mais chance de ingressar na faculdade do que colegas com QI que não são acolhidos por alguma iniciativa.
Crianças que demonstram pouco interesse no aprendizado na 3ª série têm sete vezes mais chances de se formarem no ensino médio no prazo e ingressarem no ensino superior se receberem esse tipo de atendimento.
“Essa criança existe em Manaus, existe na periferia, existe na escola pública. Ela só precisa que alguém olhe para ela e diga: seu talento tem lugar aqui. É isso que o núcleo faz”, complementa Júnior.
Brasil tem 619 mil crianças e adolescentes em privação de educação

