Segundo informações da PF (Polícia Federal), o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, teria atuado para forjar um flagrante de porte de drogas contra o DJ libanês Ronald Fred Seikaly, ex-marido de Martha Graeff, então namorada de Vorcaro.
Conhecido como Rony Seikaly, 61, o DJ e produtor musical é um ex-jogador da NBA (liga de basquete dos Estados Unidos) e teve passagens por times como Miami Heat e Golden State Warriors. O relacionamento do ex-jogador com a influenciadora brasileira deu fruto a uma menina de seis anos.
De acordo com a PF, Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, acionou “A Turma”, nome da milícia pessoal de Vorcaro, para verificar se o DJ visitaria o Brasil ou atrair o músico ao país para a realização de “uma possível abordagem ou simulação do ‘incidente envolvendo droga'”.
A investigação também mostra a existência de um outro plano que consistia em contratar pessoas em solo americano para seguir Seikaly, promover algum incidente a fim de forjar com drogas para “prender/constranger o músico”.
“Prometeu contratar pessoas para seguir o DJ em solo estrangeiro (Miami), promover algum incidente a fim de forjar um flagrante com drogas para prender/constranger o músico, bem como acionar o “amigo da interpol” contra o DJ”, diz trecho do relatório da PF.
A ação seria motivada por uma desavença entre Seikaly e um filho de Vorcaro, com o banqueiro prometendo investir R$ 10 milhões na empreitada. No entanto, o levantamento não soube identificar quem seria o “amigo da Interpol” apontado nas conversas.
Além do plano, “A Turma” também forjou um documento com o timbre do Ministério Público Federal com um pedido de cooperação com a Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) em uma suposta investigação contra o DJ.
Segundo o ofício falso, que contava com a assinatura forjada de um procurador da República, Rony Seikaly seria investigado pela prática de estelionato e distribuição ou publicação de conteúdo pornográfico infantil.
O texto segue informando que o músico vive em Miami, nos Estados Unidos, e se propõe a compartilhar o endereço dele. Além disso, ainda era apontado que o DJ usaria um perfil falso de Martha Graeff para a “prática de extorsão e disseminação de informações falsas”.
A PF também aponta que o número do inquérito apontado no falso ofício trata-se de outro processo instaurado em 01/08/2024 pela Superintendência Regional em Roraima da Polícia Federal, que apurava o uso de documentos falsos — que diverge das acusações do suposto caso do DJ.
“Nessa linha de raciocínio, cabe registrar que foi percebido que ‘A Turma’ forja documentos, como se fossem oficiais, e os utilizam para o envio a plataformas digitais, visando inclusive, a derrubada de contas em redes sociais, por meio das plataformas oficiais de atendimento a agências de cumprimento da lei (Law Enforcement)”, informa o relatório da PF.
*Sob supervisão de Lucas Schroeder

