Autor do gol do Iraque no empate contra a Noruega, na estreia das seleções na Copa do Mundo de 2026, o atacante Aymen Hussein carrega uma trajetória marcada por guerra, perdas familiares e episódios de tensão fora dos gramados. Principal nome da seleção iraquiana, o centroavante de 30 anos teve o pai morto pela Al Qaeda, o irmão sequestrado pelo Estado Islâmico e ainda passou sete horas detido pelas autoridades de imigração ao chegar aos Estados Unidos para a disputa do torneio.
Segundo a agência iraquiana Shafaq News, Hussein foi submetido a um longo interrogatório no Aeroporto Internacional O’Hare, em Chicago, antes de ser liberado para se juntar à delegação. A suspeita é de que o jogador tenha sido confundido com outro cidadão iraquiano durante os procedimentos de verificação.
A história de superação do atacante começou muito antes do sucesso no futebol. Em 2008, o pai de Hussein, que era militar, foi assassinado pelo grupo terrorista Al Qaeda. Anos depois, em 2014, o irmão do jogador foi sequestrado pelo Estado Islâmico e nunca mais foi encontrado. No mesmo período, a família também teve a casa destruída em Kirkuk, cidade localizada no norte do Iraque.
Apesar das tragédias, Hussein se transformou no principal rosto da geração que recolocou o país em uma Copa do Mundo após quatro décadas. Um dos maiores artilheiros do país com 34 gols, foi dele o gol da vitória por 2 a 1 sobre a Bolívia, na repescagem intercontinental, resultado que garantiu o retorno iraquiano ao torneio pela primeira vez desde a edição de 1986.
Na estreia do Mundial, o atacante voltou a ser decisivo ao marcar o gol de empate diante da Noruega. A alegria, porém, durou pouco. Pouco depois, Erling Haaland aproveitou uma falha do goleiro iraquiano para recolocar os noruegueses em vantagem e aproximar a vitória da equipe europeia.
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