A situação de Neymar na Copa do Mundo segue envolta em incertezas. O atacante não defende a seleção brasileira desde outubro de 2023 e está afastado dos gramados desde 17 de maio, quando sofreu uma lesão em partida contra o Curitiba. Mesmo assim, o jogador permanece convocado, sem previsão clara de retorno — e sem que qualquer corte oficial tenha sido anunciado.
O debate ganhou força no programa Convocação CNN, onde comentaristas analisaram o impacto dessa indefinição sobre o elenco e as alternativas disponíveis para a comissão técnica.
De convocado a incógnita
“Antes se buscava uma justificativa para entender por que o Neymar foi convocado para a Copa. Hoje a gente se pergunta por que ele não foi cortado ainda“, afirmou Henrique Marsalla.
O comentarista lembrou ainda o caso do jogador Wesley, que, ao se machucar, foi prontamente cortado da lista — situação que contrasta com o tratamento dado ao camisa 10.

As informações sobre o retorno de Neymar foram se mostrando cada vez mais imprecisas ao longo do tempo. Em diferentes momentos, surgiu a expectativa de que ele estaria disponível para o amistoso contra o Marrocos, depois contra o Haiti e, em seguida, contra a Escócia — possibilidades que foram sendo descartadas uma a uma.
“Tudo que cerca o Neymar acaba sendo uma grande incógnita”, resumiu.
Intensidade física como obstáculo
Além da questão da lesão, os comentaristas levantaram dúvidas sobre a capacidade de Neymar se adaptar ao estilo de jogo exigido pela seleção brasileira atualmente.
Um dos participantes do debate recordou que, mesmo durante o período em que o jogador atuava pelo Santos e apresentava evolução física — correndo mais e participando com maior frequência das jogadas —, já seria difícil imaginá-lo correspondendo à intensidade de uma partida da seleção.
“Não há condição de fazer isso com ou sem lesão”, disse Jairo Nascimento, referindo-se à demanda física do time. Para ilustrar o nível de exigência, foi citado o exemplo de Cucurella, jogador da seleção espanhola, descrito como alguém que “não parava”, atuando de forma intensa tanto na marcação quanto no ataque durante toda a partida.
“A gente não tem o Neymar fazendo isso por característica dele, obviamente, e também porque ele não aguenta”, concluiu o comentarista.
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