O diretório estadual do Novo em Santa Catarina cancelou o convite para o pré-candidato à Presidência pelo partido, Romeu Zema, participar do Encontro Estadual do Novo SC, marcado para o dia 4 de julho.
Em nota divulgada nesta segunda-feira (15), o diretório afirma que, se não houver “uma mudança drástica” em relação às falas de Zema sobre o também pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL), o Novo em Santa Catarina deve se posicionar contra a candidatura do ex-governador de Minas Gerais.
“Essa decisão decorre da avaliação de que o atual momento político exige esforços voltados à união da direita brasileira em torno de um objetivo maior: construir uma alternativa forte e competitiva para derrotar o PT e retirar a esquerda do poder em 2026”, diz um trecho da nota assinada pelo presidente do grupo, Khalil Zattar.
Uma ala do partido Novo torceu o nariz para as críticas feitas por Romeu Zema a Flávio, principalmente com a divulgação do áudio entre o senador do PL e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro – à época dono do Banco Master. Zema afirmou publicamente que o senador ter pedido dinheiro a um empresário envolvido em esquemas de corrupção seria como “um tapa na cara” da sociedade brasileira.
Questionado pela CNN sobre o “desconvite”, Zema disse: “Sou muito bem recebido pelos catarinenses, tenho um carinho muito especial por eles. Já estive várias vezes no estado e em breve estarei lá novamente”.
O atrito de Zema com Flávio surpreendeu integrantes do partido pela falta de transparência sobre as críticas contra o caso Master. Zema manteve a posição e afirmou que uma associação com Vorcaro seria algo “imperdoável”.
Do lado da família Bolsonaro, a relação cpom o ex-governador mineiro se torna mais insustentável. O que já foi um tratamento de união e chegou a render conversas para uma possível formação de chapa conjunta nas eleições de outubro, agora se resume a pedidos de “rompimento geral”.
Em entrevista recente, Eduardo Bolsonaro se disse “indignado” com as associações feitas por Zema entre Flávio e o Caso Master. O ex-vereador chegou a defender uma ruptura não só com o ex-governador mineiro, mas com o partido em geral.
*Sob supervisão de João Ker

