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Soja avança em Chicago sustentada por dados de exportação dos EUA

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Soja avança em Chicago sustentada por dados de exportação dos EUA

A soja encerrou o pregão desta segunda-feira (15) em alta na Bolsa de Chicago. O contrato com vencimento em novembro avançou 0,24%, fechando cotado a US$ 11,34 por bushel.

Após iniciar a sessão em baixa, a oleaginosa conseguiu reverter as perdas e passou a operar no campo positivo ao longo do dia. Segundo análise da Agrinvest, o mercado encontrou sustentação em indicadores favoráveis divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que reforçaram a demanda pelo produto norte-americano.

As inspeções de exportação somaram 522,68 mil toneladas na semana, volume superior às 412,12 mil toneladas registradas na semana anterior. O resultado ajudou a compensar a pressão vinda do mercado de óleo de soja e da forte queda do petróleo, fatores que limitaram ganhos mais expressivos.

No segmento de derivados, dados divulgados pela NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos Estados Unidos) mostraram desaceleração no ritmo de esmagamento de soja em relação ao mês anterior, informação que também permaneceu no radar dos investidores durante a sessão.

Milho

Na Bolsa de Chicago, o contrato futuro para milho com vencimento em julho avançou 0,67%, fechando cotado a US$ 4,15 por bushel.

A Granar apontou que a valorização foi sustentada por um movimento de recomposição de posições por parte dos investidores após as recentes quedas do mercado, além das preocupações com a falta de umidade em áreas das Grandes Planícies dos Estados Unidos. Apesar da recuperação no dia, o cereal acumula a terceira semana consecutiva de pressão negativa.

O mercado também acompanhou de perto os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã. A Granar destacou que as expectativas em torno de um acordo para reduzir as tensões no Oriente Médio influenciaram os preços do petróleo, fator importante para o setor de biocombustíveis e, consequentemente, para a demanda por milho.

Além disso, os investidores seguem atentos à tramitação de uma proposta que autoriza a comercialização da gasolina E-15 durante todo o ano nos Estados Unidos. A medida, que já recebeu aprovação na Câmara dos Representantes e aguarda análise do Senado, pode ampliar a demanda por etanol e fortalecer o consumo de milho no país.

Trigo

A cotação futura do trigo fechou a sessão em alta na Bolsa de Chicago, em que o contrato com vencimento em julho avançou 0,90%, encerrando o dia cotado a US$ 5,89 por bushel.

Após duas semanas consecutivas de pressão sobre as cotações, o mercado conseguiu recuperar parte das perdas, impulsionado por um movimento de ajuste técnico e pela redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

A Granar destacou que a perspectiva de um acordo entre Estados Unidos e Irã para interromper as hostilidades e garantir a reabertura do Estreito de Ormuz contribuiu para diminuir a aversão ao risco entre os investidores.

Apesar da recuperação, o mercado segue atento ao avanço da colheita de trigo de inverno nos Estados Unidos. A consultoria Granar apontou que aproximação da colheita em outras regiões produtoras do Hemisfério Norte continua ampliando as expectativas de oferta, fator que limita ganhos mais expressivos para a commodity.

Os agentes também monitoram o ritmo de entrada da nova safra no mercado global, em um período tradicionalmente marcado por maior disponibilidade do cereal.

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