Os Estados Unidos afirmaram que o Estreito de Ormuz seria reaberto após a assinatura do acordo provisório, prevista para a próxima sexta-feira (19), com Trump enfatizando que a travessia seria “permanentemente gratuita”.
No entanto, duas agências de notícias iranianas semioficiais com ligações à Guarda Revolucionária relataram nesta segunda-feira (15) que, embora Teerã permita o trânsito gratuito durante o período de 60 dias em que novas negociações ocorrerão, planeja impor taxas após esse período.
A agência Fars afirmou que o Irã “pretende se beneficiar financeiramente do tráfego marítimo comercial pelo Estreito”.
Ao longo do conflito, o Irã manteve a posição de que não abrirá mão do controle do Estreito de Ormuz após a guerra, considerando a manutenção da hidrovia como sua maior vitória e prometendo impor taxas às embarcações que utilizam esse corredor marítimo vital, mesmo em tempos de paz.
Agora, o Irã parece ter concordado em suspender seus planos de cobrar taxas pelo uso do Estreito de Ormuz — apesar de suas promessas anteriores de não fazê-lo.
E, no que parece ser uma tentativa de apaziguar as vozes dissidentes contra o acordo com Washington, veículos de mídia estatais afirmam que Teerã pretende retomar a cobrança de taxas após o período de negociação de 60 dias.
Com dois meses para obter concessões, no entanto, esse resultado dependerá, em última análise, do progresso das negociações e do que o Irã conseguir garantir em troca de concordar em manter o Estreito de Ormuz permanentemente aberto e sem pedágio.
A mensagem do Irã, veiculada por meio da mídia estatal, está reagindo à exigência maximalista de Trump de que o Estreito de Ormuz permaneça “permanentemente” livre de pedágio.
Em sua mensagem, Teerã define sua posição: busca, em última análise, manter os benefícios financeiros provenientes do estreito e exigirá concessões significativas para abrir mão deles.
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