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Café sobe 2,29% em Nova York com preocupação sobre colheita no Brasil

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Café sobe 2,29% em Nova York com preocupação sobre colheita no Brasil

Os contratos futuros do café encerraram a sessão desta segunda-feira (15) em alta na Bolsa de Nova York. O contrato do arábica com vencimento em setembro avançou 2,29%, fechando cotado a US$ 2,59 por libra-peso.

O Barchart destacou que mercado ampliou os ganhos registrados na semana passada, com o arábica atingindo o maior nível das últimas duas semanas e o robusta alcançando a máxima em cerca de cinco semanas. O principal fator de sustentação continua sendo a preocupação com o ritmo da colheita no Brasil, maior produtor mundial da bebida.

De acordo com a empresa de meteorologia Vaisala, há previsão de chuvas moderadas a fortes nas principais regiões cafeeiras brasileiras ao longo desta semana. O cenário pode dificultar os trabalhos no campo e atrasar o avanço da colheita, reduzindo a oferta disponível no curto prazo.

Outro elemento de suporte para as cotações é a redução dos estoques monitorados pela ICE. Os estoques de café arábica recuaram para o menor volume em quase sete meses, somando 398.940 sacas na última sexta-feira. Já os estoques de robusta seguem próximos dos menores níveis em dois anos, reforçando a percepção de oferta mais restrita no mercado internacional.

Cacau

O mercado do cacau encerrou a sessão em forte alta, com o contrato com vencimento em setembro avançou 2,69%, fechando cotado a US$ 3.972 por tonelada.

O Barchart destacou que as cotações atingiram o maior nível em cerca de uma semana e meia, impulsionadas principalmente pela desvalorização do dólar. A queda do índice da moeda norte-americana para a mínima de uma semana estimulou a cobertura de posições vendidas e favoreceu o movimento de recuperação dos preços.

A fraqueza do dólar costuma beneficiar as commodities negociadas em moeda americana, tornando os contratos mais atrativos para compradores internacionais.

Açúcar

Os contratos futuros do açúcar encerraram o pregão em baixa na Bolsa de Nova York. O vencimento para outubro recuou 0,28%, fechando negociado a 14,19 centavos de dólar por libra-peso.

De acordo com o Barchart, o mercado foi pressionado pela forte queda do petróleo, que perdeu cerca de 5% no dia. Com preços menores para os combustíveis, o etanol tende a perder competitividade, o que pode incentivar usinas ao redor do mundo a destinar uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção de açúcar, elevando a oferta global da commodity.

Durante a sessão, os preços atingiram os menores níveis das últimas semanas, com o açúcar em Nova York renovando a mínima de cerca de um mês e meio, enquanto o mercado de Londres registrou o menor patamar em aproximadamente duas semanas e meia.

Por outro lado, as cotações encontraram algum suporte nas preocupações com o clima na Índia. Dados divulgados pelo Departamento Meteorológico do país mostraram que o volume de chuvas das monções acumulado até 12 de junho estava 26% abaixo da média histórica.

Como a temporada de monções é fundamental para o desenvolvimento das lavouras indianas, o cenário mantém a atenção dos agentes do mercado sobre a produção do segundo maior produtor mundial de açúcar.

Algodão 

O mercado futuro do algodão encerrou a sessão em leve alta na Bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em dezembro avançou 0,51%, fechando cotado a 76,81 centavos de dólar por libra-peso.

Ao longo do dia, os contratos futuros da fibra registraram ganhos. O movimento foi acompanhado pela forte queda do petróleo, que recuou US$ 4,41 após o anúncio de um acordo entre Estados Unidos e Irã, firmado no fim de semana e com assinatura prevista para sexta-feira (19).

No mercado financeiro, dados da CTFT (Comissão de Negociação de Futuros de Commodities) mostraram que os fundos de investimento reduziram suas posições líquidas vendidas em algodão em 10.198 contratos até a última terça-feira, totalizando 42.204 contratos. O movimento indica uma diminuição do viés baixista por parte dos investidores.

Suco de laranja 
 
O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em julho finalizou com desvalorização de 5,27%, em que o contrato fechou negociado a US1,54 por libra-peso.

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