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AGU pedirá à Justiça americana para defender Brasil no caso Rumble

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
AGU pedirá à Justiça americana para defender Brasil no caso Rumble

A AGU (Advocacia-Geral da União) decidiu ingressar com um requerimento para defender o Brasil na ação penal proposta pelas empresas Rumble Inc. e Trump Media & Technology Group Corp. contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), no Tribunal Federal da Flórida, nos Estados Unidos.

A pasta, encabeçada pelo ministro Jorge Messias, pedirá a intervenção do Estado brasileiro no caso perante o tribunal estadunidense na tarde desta segunda-feira (15).

Em nota, a AGU afirma que a ação é “uma tentativa de ofensa à soberania nacional e à independência do Poder Judiciário brasileiro”.

Segundo o comunicado, o Brasil não consentirá com a análise de decisões do STF por juízes de outro país.

“Decisões judiciais brasileiras devem ser cumpridas ou questionadas perante nossos próprios tribunais, de acordo com a lei processual vigente no Brasil”, declaram.

A AGU afirma, ainda, ter “plena confiança” da imparcialidade do Poder Judiciário norte-americano, mas “espera que o processo seja extinto sem o julgamento das alegações apresentadas pelas empresas” contra Moraes.

Rumble Inc. e Trump Media & Technology Group Corp. X Moraes

Em maio, Moraes foi notificado judicialmente, por e-mail, para responder ao processo movido pela rede social Rumble e pela Trump Media & Technology Group, nos Estados Unidos.

Por que a Justiça americana autorizou a citação por e-mail?

Na decisão, a juíza afirma que as tentativas de cooperação jurídica internacional ficaram paralisadas após uma mudança de procedimento envolvendo o STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Segundo o documento, o STJ consultou previamente a PGR (Procuradoria-Geral da República ) e a AGU antes de avançar com o pedido de citação internacional.

As empresas alegaram que a PGR apresentou manifestação sigilosa defendendo que a notificação fosse barrada e que o procedimento passou a tramitar “sob sigilo”.

Para os autores da ação, a cooperação judicial teria se tornado “politizada e efetivamente indisponível”, criando um impasse sem previsão concreta de conclusão.

*Sob supervisão de Renata Souza

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