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Lula tem indefinição em jurídico e entorno teme prejuízo à campanha no TSE

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Lula tem indefinição em jurídico e entorno teme prejuízo à campanha no TSE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue sem definir quem será o coordenador da equipe jurídica de sua campanha à reeleição. O entorno do mandatário teme que a demora em indicar um interlocutor oficial gere prejuízos às estratégias perante o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), à medida em que a disputa entre o petista e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se acirra na corte.

A avaliação do entorno de Lula é que, assim como em 2022, o TSE será terreno importante na corrida presidencial.

Aliados do presidente também admitem que Flávio se adiantou ao escalar a ex-ministra do TSE Maria Claudia Bucchianeri para comandar seu time jurídico e cobram de Lula uma decisão sobre o tema.

A principal indefinição até aqui diz respeito à chefia da equipe. Lula convidou o coordenador do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho, mas a escolha esbarrou em impasses políticos.

Segundo fontes ouvidas pela CNN Brasil, Marco Aurélio gostaria de ajudar na escolha da equipe, mas o coordenador da campanha e presidente do PT (Partido dos Trabalhadores), Edinho Silva, teria se adiantado e já iniciado a montagem do time.

Nesses moldes, o jurista estaria inclinado a evitar embates com Edinho e aceitar um convite do PT paulista para coordenar o jurídico da campanha de Fernando Haddad ao Palácio dos Bandeirantes. Não está descartado, porém, que ele aceite a missão, caso Lula insista na proposta.

Uma das ideias de Edinho é convidar nomes reconhecidos da advocacia para dar peso à equipe jurídica, como Pierpaolo Bottini e Fernando Neisser, ambos doutores em direito pela USP (Universidade de São Paulo).

Hoje o jurídico da pré-campanha de Lula é liderado por Ângelo Ferraro, advogado do PT e sócio do Ferraro, Rocha e Novaes. Ele tem assinado as ações apresentadas pelo Partido dos Trabalhadores e deve continuar como um dos responsáveis pelos processos, mas há dúvidas se assumirá o posto de coordenador da equipe eleitoral.

Nos últimos meses, o número de ações movidas no TSE pelas duas principais pré-campanhas à Presidência multitplicou. Os principais embates são por propaganda antecipada e propaganda negativa, especialmente com pedidos de retiradas de conteúdo e direito de resposta.