Wilton Pereira Sampaio teve um primeiro tempo tranquilo, mas enfrentou um segundo tempo bastante movimentado na partida de abertura da Copa do Mundo de 2026 entre México e África do Sul, no estádio Azteca.
Após uma etapa inicial sem lances complexos e marcada apenas por dois cartões amarelos, o árbitro brasileiro passou a ser mais exigido depois do intervalo. Logo aos quatro minutos, expulsou o volante sul-africano Sithole por impedir uma clara oportunidade de gol de Brian Gutiérrez na entrada da área.
Aos 36 minutos, Wilton foi chamado pelo VAR para revisar um lance envolvendo Zwane e Alvarado. Após analisar as imagens no monitor, o árbitro decidiu expulsar o meio-campista da África do Sul por agressão ao atingir o rosto do adversário.
Nos acréscimos, o brasileiro voltou a protagonizar uma decisão importante. Aos 46 minutos do segundo tempo, mostrou cartão vermelho para o zagueiro mexicano Montes após falta em um lance de mano a mano. Wilton interpretou que o defensor impediu uma oportunidade clara de gol e aplicou a expulsão direta.
A decisão, porém, foi a mais discutível da partida. Embora o atacante sul-africano avançasse em direção ao gol, havia questionamentos sobre a posição de outros defensores mexicanos na jogada, o que gerou debate sobre a caracterização da chance clara e se Montes era, de fato, o último homem.
Mesmo diante de um segundo tempo repleto de lances disciplinares relevantes, Wilton Pereira Sampaio manteve o controle da partida. Sua atuação foi marcada por personalidade para tomar decisões importantes e pelo uso correto do VAR em um confronto que terminou muito mais exigente para a arbitragem do que indicava o primeiro tempo.

