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Policiais são presos por esquema de loteamentos ilegais em parque no Rio

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)
Policiais são presos por esquema de loteamentos ilegais em parque no Rio

Uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (11), prendeu três policiais civis acusados de envolvimento em uma organização criminosa responsável pela criação e comercialização de loteamentos ilegais no Parque Estadual da Pedra Branca, em Campo Grande, na zona Oeste da cidade.

A ação deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e pelo Gaema (Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente) ocorre após denúncia de 15 pessoas envolvidas no esquema de estelionato, corrupção e crimes contra o meio ambiente.

Foram cumpridos quatro mandados de prisão contra os três agentes e Milton de Souza Junior, apontado como o líder do grupo, além de sete mandados de busca e apreensão contra os denunciados nos bairros de Copacabana, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Olaria, Realengo, Magalhães Bastos e Jardim Sulacap.

Além dos agentes presos, um delegado da Polícia Civil foi alvo de mandado de busca e apreensão na condição de investigado por participação no esquema. Um policial militar também está entre os denunciados por envolvimento nos crimes.

A operação contou com o apoio da Corregedoria das duas forças de segurança pública. Veja abaixo quem são os presos:

  • Milton de Souza Junior, líder do grupo
  • Marcos Eduardo Maia, policial civil
  • Marcello Carvalho de Menezes, policial civil
  • Leonardo da Silva Machado, policial civil

Investigação e denúncia

A denúncia descreve que centenas de vítimas foram atraídas pela falsa promessa de adquirir um terreno regularizado para construir a casa própria em uma área verde e arborizada na zona de amortecimento do Parque Estadual da Pedra Branca.

Segundo as investigações, Milton de Souza Junior, que seria o líder do esquema criminoso, passava-se por proprietário de terras na região, promovia o parcelamento irregular dos terrenos e vendia os lotes. Para enganar os compradores, utilizava falsos corretores de imóveis, empresas de fachada e laranjas para receber os valores pagos.

As investigações também revelaram que a estrutura criminosa era sustentada pela corrupção de agentes públicos, por vínculos com a milícia da zona Oeste e por práticas violentas.

De acordo com a denúncia, o grupo contava com policiais em desvio de conduta para obter informações privilegiadas e dificultar o avanço das investigações. O Gaeco e o Gaema também identificaram conversas em que os denunciados discutiam a execução de milicianos rivais.

Segundo os investigadores, dados contidos no celular do policial Marcos Eduardo Maia, também denunciado, não apenas confirmaram os crimes, como revelaram que o esquema de corrupção envolvendo policiais civis da 35ª DP (Campo Grande) era contínuo e duradouro.

O MP aponta que Marcos Eduardo fazia a interlocução com outros policiais civis envolvidos, como Marcello Carvalho de Menezes e Leonardo da Silva Machado, responsáveis por levantar informações de interesse da organização criminosa.

Wilson Renato Ribeiro Matheus é apontado como braço direito de Milton. Já o policial militar Wendel Vale de Oliveira era responsável por ceder maquinário, especialmente escavadeiras, para o grupo. Além deles, foram denunciados laranjas, falsos corretores de imóveis e proprietários de maquinário utilizado nas obras.

O prejuízo é estimado em mais de R$ 846 mil reais, além dos graves danos ambientais causados pela atuação do grupo. Além do ajuizamento da ação penal, o Ministério Público requereu o sequestro de bens dos denunciados e a suspensão do exercício de funções públicas. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal Especializada da Capital.

A CNN Brasil tenta contato com as defesas dos suspeitos citados. O espaço está aberto para manifestações.

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