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Governo vê pautas-bomba no Senado e tenta frear com estratégias; entenda

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Governo vê pautas-bomba no Senado e tenta frear com estratégias; entenda

O governo federal está em estado de alerta diante do avanço do que considera “pautas-bomba” no Senado Federal, projetos com impacto fiscal bilionário que têm avançado na Casa enquanto a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6×1 segue paralisada.

Entre as matérias aprovadas recentemente estão a renegociação de dívidas rurais, o aumento do piso salarial de médicos e dentistas e a aposentadoria especial para agentes de saúde e de combate às endemias, que o Executivo considera como pautas-bomba.

Segundo a analista de Política da CNN Isabel Mega, o governo dispõe de algumas estratégias para tentar frear esse avanço, incluindo a possibilidade de veto presidencial e a judicialização junto ao STF (Supremo Tribunal Federal).

No entanto, antes de recorrer a esses mecanismos, ainda há espaço para agir dentro da própria tramitação legislativa no Congresso Nacional.

As pautas aprovadas e seus impactos fiscais

Três principais projetos estão sendo classificados pelo governo como “pautas-bomba”. O primeiro deles é o PL de renegociação de dívidas rurais, que cria uma linha especial para produtores afetados por eventos climáticos e dificuldades econômicas.

Como o texto sofreu alterações no Senado, ele precisará retornar à Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção. A equipe econômica estima um impacto de até R$ 140 bilhões para o Tesouro Nacional.

O segundo projeto trata do aumento do piso salarial de médicos e dentistas, aprovado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. O valor passou de R$ 3.636 para R$ 13.662 para uma jornada de 20 horas semanais. A proposta segue para a Câmara dos Deputados caso não haja recurso apresentado no plenário do Senado.

Já o terceiro projeto é uma PEC que reduz a idade mínima de aposentadoria para agentes de saúde, aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça): 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, com 25 anos de contribuição. O impacto estimado pelo Ministério da Previdência é de cerca de R$ 99 bilhões para a União, estados e municípios.

Estratégia do governo para travar a pauta

Isabel Mega explicou que a principal ferramenta utilizada pelo governo neste momento é o travamento da pauta da Câmara dos Deputados. Após o envio de um projeto de lei sobre a jornada de trabalho — tema que já havia avançado via PEC —, o governo se vale do prazo regimental de 45 dias para manter esse PL trancando a pauta da Casa.

“O governo tem esse trunfo para conseguir frear esse avanço dessa pauta”, afirmou Isabel Mega.

A analista ressaltou, no entanto, que essa estratégia tem um efeito colateral: o travamento impede também o avanço de matérias prioritárias para o próprio Poder Executivo, como um projeto de lei sobre combustíveis que a equipe econômica gostaria de ver aprovado antes do recesso parlamentar de julho.

Além disso, a bancada do agro questiona as estimativas de impacto fiscal do governo, lembrando que o cálculo para o projeto da dívida rural caiu de R$ 800 milhões para R$ 140 bilhões — o que, segundo Isabel Mega, “chamou a atenção da bancada do agro”, uma força política expressiva no Congresso Nacional.

PEC da escala 6×1 segue sem calendário definido

Paralelamente, a PEC do fim da escala 6×1 permanece travada no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP) ainda não definiu um cronograma para a matéria, não a encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça e condiciona o avanço do texto à escolha de um relator considerado moderado e de centro.

Uma reunião entre Alcolumbre e o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, que faz a articulação entre o governo e o Congresso, ocorreu nesta semana sem que houvesse definição de calendário ou divulgação dos resultados do encontro.

Os governistas no Senado tentam destravar a PEC antes do recesso parlamentar previsto para 18 de julho, enquanto a oposição pressiona empresários para retardar a tramitação.

A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), CNC (Confederação Nacional do Comércio), CNI (Confederação Nacional da Indústria), CNT (Confederação Nacional do Transporte) e a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) apoiam uma PEC alternativa protocolada pela oposição na CCJ, que permitiria definir a jornada por acordo individual ou negociação coletiva.

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), no entanto, já declarou que a prioridade deve ser a PEC originária da Câmara dos Deputados.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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