A seleção do Haiti precisou alterar seu uniforme para a Copa do Mundo após a Fifa considerar que elementos visuais da camisa violavam as regras da entidade sobre manifestações políticas.
A informação foi confirmada nesta quarta-feira (10) pela fabricante Saeta, responsável pelo material esportivo da equipe.
A empresa colombiana afirmou que desenvolveu o design em parceria com a Federação Haitiana de Futebol. A camisa trazia uma cena da guerra de independência do Haiti e, segundo a fabricante, tinha como objetivo celebrar o orgulho, a resiliência e o espírito do povo haitiano.
Entenda o que a Fifa alegou
De acordo com a Saeta, a proposta não foi concebida como uma declaração política.
Ainda assim, durante o processo de aprovação dos uniformes, a Fifa entendeu que alguns elementos visuais poderiam ser interpretados de forma diferente sob as normas que regulam os equipamentos utilizados pelas seleções.
A fabricante informou que, apesar de discordar dessa interpretação, decidiu cumprir as exigências feitas pela entidade máxima do futebol e realizou as alterações solicitadas para que o uniforme pudesse ser utilizado na competição.
“Interpretação diferente da intenção”
“Durante o processo de revisão, a Fifa determinou que certos elementos visuais poderiam ser interpretados de maneira diferente sob seus regulamentos de equipamentos e, por fim, solicitou modificações no design”, afirmou a Saeta em comunicado oficial.
“Ainda que essa interpretação fosse diferente da nossa intenção, a Saeta respeitou o processo e implementou os requisitos finais comunicados pela Fifa”, acrescentou a empresa.
A Fifa, a Federação Haitiana de Futebol e o assessor de imprensa da seleção não responderam imediatamente aos pedidos de comentário feitos pela Reuters sobre o caso.
O Haiti estreia na Copa do Mundo neste sábado (11), em Boston, diante da Escócia, adversária do Grupo C. Na segunda rodada, os haitianos enfrentam a Seleção Brasileira.
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